Política

Reinaldo Azevedo recebeu '$mensalões'


Quando dirigiu uma revista a favor do PSDB, Azevedo recebeu mensalões do governo paulista na forma de anúncios. Nem isso foi suficiente para salvar a publicação, diz o jornalista Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo; na mesma coluna, ele comenta a mudança na Secom.

Em coluna publicada no Diário do Centro do Mundo, o jornalista Paulo Nogueira elogia a escolha de Thomas Traumann para a Secretaria de Comunicação do governo federal e critica também a reação de colunistas da imprensa familiar a essa nomeação. Leia alguns trechos abaixo:

A missão de Thomas Traumann

Thomas Traumann foi uma excelente aquisição para a Secom.

Trabalhamos juntos na Época em meados dos anos 2 000. Thomas é um jornalista competente e um homem de caráter.

Fazia, na revista, uma das seções mais lidas: Filtro. Como o nome diz, era uma filtragem das notícias mais importantes da política. (O espírito dela está presente em nosso Essencial.)

Eu era diretor editorial, e minha divisa era: “um olho na revista e outro no site”. Thomas, com seu Filtro, era a representação disso.

Na edição semanal, você tinha ali o principal do mundo político no papel. Diariamente, pela internet, você se informava por Thomas.

O mundo político acompanhava-o. Lembro que uma vez Serra, então forte candidato à presidência, nos contou que uma de suas leituras obrigatórias era o Filtro de Thomas.

Ele chega à Secom sob uma cínica desconfiança da mídia.

(...)

Colunistas que reproduzem o pensamento patronal estão criticando a nomeação de Thomas.

Reinaldo Azevedo – que tem uma velha obsessão por mim – é um deles.



É até engraçado. Quando dirigiu uma revista a favor do PSDB, Azevedo recebeu mensalões do governo paulista na forma de anúncios. Nem isso foi suficiente para salvar a publicação.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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