Política · Segurança

Próximo passo é saber quem financia Black Blocs

Advogado da dupla responsável pela morte do cinegrafista Santiago Andrade afirmou que jovens eram pagos para irem a protestos e promoverem baderna; eles recebem até uma espécie de ajuda financeira, de mesada, para participar dessas manifestações, com o intuito de terrorismo social, disse Jonas Tadeu Nunes; situação financeira de Caio de Souza, que acendeu o rojão, é bastante precária; por trás estariam vereadores e deputados estaduais, indica o advogado;vernador Sérgio Cabral diz que ato que matou o profissional da Band pode ter cunho político; esses dois jovens estão inseridos em um contexto maior, sugeriu

resos os responsáveis diretos pela morte do cinegrafista da Band Santiago Andrade – um jovem que passou e outro que acendeu o rojão que atingiu a cabeça do profissional, que trabalhava na manifestação – cabe agora investigar o próximo passo: identificar quem financia o movimento de mascarados Black Blocs.

De acordo com o advogado Jonas Tadeu Nunes, que defende Fábio Raposo e Caio de Souza, presos no Rio de Janeiro, os jovens seriam pagos para participar de protestos e promover baderna, algo que ele chega a chamar de terrorismo social, em entrevista concedida à Rádio Jovem Pan.

Esses jovens... esse Caio, por exemplo, é miserável. Esses jovens são aliciados por grupos. Eles recebem até uma espécie de ajuda financeira, de mesada, para participar dessas manifestações, com o intuito de terrorismo social, disse o advogado. Ele contou ainda já ter conversado com outros jovens além da dupla que confirmaram o fato.

Por trás, indicou ele, podem estar vereadores e deputados estaduais. Vocês [da imprensa] deveriam investigar isso: investigar vereadores em Câmaras Municipais, investigar deputados estaduais..., afirmou. São agrupamentos, movimentos... tem até diretórios [de partidos políticos], segundo informações que eu tenho.

No último domingo, a ativista Elisa Quadros, conhecida como Sininho, afirmou que os dois jovens envolvidos com a morte do cinegrafista tinham relação com o deputado estadual Marcelo Freixo (Psol). O parlamentar negou. Hoje, o advogado reafirmou: confirmo com toda a veemência. Eu ouvi [de Sininho] que os dois rapazes eram conhecidos de Marcelo Freixo. Ela me disse que estava ligando a mando do deputado Marcelo Freixo, oferecendo assistência jurídica.

Em entrevista à Globo, Caio, visivelmente amedrontado, disse nesta terça-feira que nem sabia que aquilo era um rojão. Para o jovem, o artefato explosivo que matou Santiago era apenas um cabeção de nego – bomba que apenas faz barulho e solta fumaça. Ao falar sobre sua fuga para a Bahia, declarou: eu fiquei com medo de me matarem. Essa é a verdade. Questionado sobre quem poderia lhe matar, respondeu: pessoas. Pessoas envolvidas nas manifestações.

O discurso de hoje do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), corrobora com a tese de que o ato que matou Santiago Andrade não foi um fato isolado. Para ele, o episódio pode ter cunho político e esses dois jovens estão inseridos em um contexto maior. Há partidos políticos e organizações embutidos nessas ações (de violência nas manifestações), acrescentou Cabral.

Fonte: Brasil 247

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaRicharlison denuncia Flávio Bolsonaro e pede intervenção da PF em disputa por mansão