Brasil

Governo: morte vai esfriar apoio a protestos

Após morte de cinegrafista, interlocutores de Dilma afirmam que apoio às manifestações vai diminuir

Para os interlocutores da presidente Dilma Rousseff, a morte do cinegrafista Santiago Andrade, que foi atingido por um rojão durante protesto no Rio de Janeiro, no último dia 6, vai reduzir drasticamente o apoio da população as manifestações violentas.

Interlocutores acreditam que o episódio contribua para desmoralizar a tática da violência, mesmo que eles saibam que a violência dificilmente será abandonada.

O governo, porém, se preocupa com as propostas consideradas extremistas, como a lei antiterrorismo.

A proposta do secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, que deseja penas mais duras para crimes em manifestações, também é vista com resistência pelo governo.

O Ministério da Justiça é contra qualquer iniciativa que limite a liberdade de expressão e integrantes da pasta, ao lado dos outros secretários de segurança de outros estados, estudam a melhor forma de lidar com protestos.

A ideia do governo é aproximar o povo da Copa, ou seja, investir na popularização do Mundial. O objetivo é realizar festas e transmissões de jogos em telões públicos ou em escolas de samba.

DEPOIMENTO/Em depoimento divulgado pelo jornal Extra, Caio Silva de Souza, que havia admitido ter acendido o rojão que matou o cinegrafista, mudou o discuso e colocou a culpa no tatuador Fábio Raposo.

Caio teria apenas segurado o artefato e o colocado no chão já aceso.

Fonte: Diário de S. Paulo

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