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Governo da Itália pede que pizzolato continue preso

Ministério da Justiça do país pediu à Corte de Apelação de Bolonha para manter o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil na prisão; o tribunal será o responsável por decidir sobre a extradição de Henrique Pizzolato, condenado na Ação Penal 470; a informação é de Eduardo Pelella, chefe-de-gabinete do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que viajou à Itália para tratar do processo; para ele, o pedido é sinal de que o governo italiano não descarta a extradição

O Ministério da Justiça da Itália pediu à Corte de Apelação de Bolonha para que mantenha o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato na prisão. A notícia foi dada pelo procurador Eduardo Pelella, chefe-de-gabinete do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Pelella, que viajou à Itália para tratar do processo de extradição de Pizzolato junto ao governo italiano, vê o movimento como um sinal de que o país não descarta extraditar o brasileiro, informa reportagem do jornal O Globo. Pizzolato é condenado pela Ação Penal 470 a uma pena de 12 anos e sete meses de prisão.

Na interpretação do procurador brasileiro, como Pizzolato foi preso a pedido da polícia do Brasil – e não por portar documentos falsos na Itália, o que poderia lhe somar até três anos de prisão – mantê-lo preso é uma indicação de que pode existir a intenção de enviá-lo de volta ao governo brasileiro.

Responsável pelo pedido de extradição de Pizzolato, o tribunal de Bolonha, agora, deve convocar uma audiência para responder ao pedido do governo italiano. Eles (o ministério) fizeram [o pedido]. Agora, é esperar uma decisão dos juízes de Bolonha, afirmou Pelella. Pizzolato foi indiciado e será denunciado formalmente por falsidade ideológica no país europeu.

Fonte: Brasil 247

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