Insatisfação do PMDB abre espaço para Requião

Presidente do partido, senador Valdir Raupp considera a possibilidade caso os peemedebistas decidam não apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff nas eleições; Neste caso, o melhor seria lançar uma candidatura própria como a do senador Roberto Requião (PR). O Requião aceita o desafio. Ele teria 10% dos votos no início da campanha, disse Raupp; alternativa foi sugerida depois que o presidente do PMDB-RJ, Jorge Picciani, disse que já estaria trabalhando na campanha do tucano Aécio Neves: Há insatisfação em vários Estados. De minha parte, já estou trabalhando na campanha do Aécio; líder Eduardo Cunha voltou a colocar a aliança em risco nesta manhã: insatisfeitos aumentam a cada dia
A insatisfação do PMDB sobre a aliança com o PT da presidente Dilma Rousseff, que tornou a relação mais tensa nos últimos dias, abre um caminho inesperado: caso os peemedebistas decidam não apoiar a reeleição de Dilma nas eleições, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) poderia vir a ser candidato à Presidência da República. A opção seria uma alternativa ao apoio à candidatura do tucano Aécio Neves (MG).
Neste caso, de não apoiar a Dilma, o melhor seria lançar uma candidatura própria como a do senador Roberto Requião (PMDB-PR). O Requião aceita o desafio. Ele teria 10% dos votos no início da campanha, disse Raupp, de acordo com nota do jornalista Gerson Camarotti, do portal G1. A opção foi sugerida ao presidente do PMDB-RJ, Jorge Picciani, que admitiu já estar trabalhando na campanha de Aécio.
Segundo Picciani, a candidatura do senador Lindbergh Farias pelo PT ao governo do Rio inviabiliza o apoio do PMDB-RJ a Dilma, porque o partido não aceita palanque duplo para a presidente. Há insatisfação em vários Estados. De minha parte, já estou trabalhando na campanha do Aécio. Chegou a hora da alternância de poder, disse o dirigente.
Ele acredita que, na convenção do partido, o apoio a Dilma corre sério risco. Ao contrário de 2010, agora essa unidade não vai ser possível. A convenção nacional será dura. Calculo que vai se dividir com 55% de um lado e 45% de outro, só não sei se vai ganhar a aprovação ou a rejeição à reeleição da Dilma.
Cunha volta a pôr aliança em risco
Em novas declarações na manhã desta sexta-feira 7, pelo Twitter, o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), afirmou que o PMDB terá, em algum momento, que se definir se quer ou não ficar nessa aliança. Segundo ele, o número de insatisfeitos na bancada do PMDB aumenta a cada dia e parece que vai aumentar mais com essas agressões descabidas.
O deputado se refere a declarações dadas ontem pelo presidente do PT, Rui Falcão, que disse que não aceitaria ultimatos. O líder do PMDB também voltou a rebater acusações de Rui Falcão de que a bancada estaria insatisfeita por não ter conseguido mais cargos no governo. Que ultimato dei a quem quer que seja? E ultimato para que? Que que pedi que não querem dar?, questionou.
Cunha afirmou ainda que, dentro da bancada, tem atuado como bombeiro, porque a vontade de muito tempo já era de sair fora. O parlamentar também comentou sobre o chamado bloco de insatisfeitos: não lidero e nem quero liderar quem quer que seja, afirmou, esclarecendo, em seguida: apenas eventualmente teremos posições comuns em pautas.
Fonte: Brasil 247

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