Brasil

CADE: Presidente da CPTM estava ciente do cartel

Nome do presidente da estatal paulista, Mário Bandeira, foi citado em e-mail sobre suposta negociação com a canadense Bombardier e a espanhola CAF para manutenção de trens em 2012, no valor de R$ 1,1 bilhão; Órgão instaurou processo contra 18 empresas suspeitas de conluio em licitações de trens federais e estaduais, feitas entre 1998 e 2013, totalizando 109 funcionários e R$ 9,4 bilhões

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) indica que o atual presidente da estatal paulista CPTM, Mário Bandeira, estava ciente da ação do esquema de cartel para fraudar licitações de manutenção de trens em 2012 no valor de R$ 1,1 bilhão.

O órgão instaurou nesta quinta-feira processo administrativo para apurar indícios de cartel em São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, com base em contratos feitos entre 1998 e 2013, totalizando 18 empresas, 109 funcionários e R$ 9,4 bilhões.

Os participantes do cartel teriam dividido as licitações entre eles e simulado a competição nos certames, por meio, por exemplo, da combinação prévia dos valores das propostas comerciais a serem apresentadas pelas empresas e consórcios concorrentes, informou o Cade.

O presidente da CPTM é citado em e-mail do dia 4 de julho de 2012, em que o sócio da Tejofran Telmo Porto afirma a seus diretores: Bandeira alarmado com manifestação da BB e CAF e decidiu cancelar a coordenação. As empresas envolvidas seriam a canadense Bombardier e a espanhola CAF. O presidente da CPTM nega.

Segundo o Cade, o ex-diretor de Manutenção da CPTM João Roberto Zaniboni, indiciado pela Polícia Federal sob a suspeita de receber suborno da Alstom, também estava ciente do acordo.

Fonte: Brasil 247

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