Política

Para Temer, crise não deve atrapalhar reeleição de Dilma

O vice-presidente avaliou que a falta de sintonia entre a bancada do PMDB na Câmara e o governo federal já começou a ser sanada

O vice-presidente da República, Michel Temer, avalia que a falta de sintonia entre a bancada do PMDB na Câmara dos Deputados e o governo federal não deve assustar e já começou a ser sanada.
Questionado se o desentendimento pode atrapalhar a reeleição da presidente Dilma Rousseff neste ano, Temer respondeu: Eu espero que não e acho que não. As declarações foram dadas durante entrevista do vice-presidente em Criciúma (SC), onde ele participou da posse da diretoria executiva da Associação Empresarial de Criciúma, na noite desta quinta-feira, 20.

Essas coisas não devem nos assustar. O PMDB é um partido muito poderoso, em primeiro lugar, mas com muitas opiniões muito fortes. Quando acontecem essas coisas no PMDB são logo resolvidas, afirmou o vice-presidente, depois de dizer que a questão já está começando a ser sanada a partir desta semana.

Tanto que tenho feito reuniões no meu gabinete para tratar das questões legislativas e o PMDB está apoiando agora essas questões, afirmou.

Temer classificou ainda as recentes trocas de ministros como uma coisa rotineira no quarto ano de governo e como consequência das eleições. O recente impasse entre o principal partido da base aliada de Dilma envolve desde a cobrança por mais espaço no governo à formalização de apoio do PT a candidaturas do PMDB nos Estados.

A demora na liberação de emendas parlamentares também está entre as queixas de peemedebistas.

Liderada pelo deputado Eduardo Cunha, a ala descontente do PMDB tem imposto derrotas ao governo na Câmara. Além da convocação de ministros para prestar esclarecimentos, o chamado blocão ainda dificulta a votação do Marco Civil da Internet. Nesta semana, Temer realizou reuniões com ministros de Estado e com Cunha.

As reuniões trataram do projeto de lei do Marco Civil da Internet e da Medida Provisória 627, a MP das Coligadas, na tentativa de minimizar as resistências da base aliada aos interesses do governo.

Fonte: Exame.com

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