Segurança

PF, de Cardozo, põe foto de Padilha na Lava-Jato

Operação que prendeu um ex-diretor da Petrobras e um dos maiores doleiros do País também resvalou no Ministério da Saúde; embora o ex-ministro Alexandre Padilha, que é candidato do PT ao governo de São Paulo, não seja investigado, relatório da Polícia Federal, subordinada ao ministro José Eduardo Cardozo, informa que o laboratório Labogen, que pertenceria ao doleiro Alberto Yousseff, conseguiu se infiltrar no governo, com perspectivas de ganhos de R$ 250 milhões; foto de Padilha chegou a ser colocada num dos relatórios

A Operação Lava-Jato, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada, disparou uma bala perdida contra o ex-ministro da Saúde e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha. Num dos relatórios da Polícia Federal sobre o caso, havia até mesmo uma foto do ex-ministro. O motivo: a PF suspeita que o Laboratório Labogen, que pertenceria ao doleiro Alberto Yousseff, preso na operação, teria conseguido se infiltrar no Ministério da Saúde, com perspectivas de ganhos de até R$ 250 milhões.

Embora não investigue o ex-ministro Padilha, a PF incluiu no relatório, à página 134, sua foto durante a assinatura de contrato da Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP) do Ministério da Saúde. Uma das empresas beneficiadas pelo programa foi a Labogen, que, segundo a PF, teria como verdadeiro dono o doleiro. Num dos contratos, a empresa forneceria ao Ministério da Saúde o medicamento citrato de sildenafila, pelo valor de R$ 150 milhões.

Nas ligações e emails interceptados, executivos do Labogen comentam com o doleiro o avanço das tratativas no Ministério da Saúde. “Foi ótimo, mandei uma foto pra você da assinatura ai do “PDP”. Nós marcamos um início de uma nova vida aí agora”, disse o executivo Pedro Argese, do laboratório, ao doleiro. Youssef respondeu: “Um puta gol né meu. Fizeram um puta gol.”

De acordo com o Ministério da Saúde, o processo de escolha (da Labogen) foi transparente, numa reunião do Comitê de Competitividade e grupo executivo do Complexo Industrial da Saúde, em dezembro de 2013, com a participação de 250 pessoas”.

Fonte: Brasil 247

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