Política · Justiça · Segurança

Depois do Obama, também o MP quer espionar o celular de Dilma?

O Conselho Nacional do Ministério Público está desafiado a agir, diante da notícia publicada pelo Estadão.

A promotora federal Márcia Milhomens Sirotheau Corrêa, a pretexto de investigar as famosas ligações telefônicas de aparelho celular que teriam sido ocorrido entre o ex-Ministro José Dirceu e o governador baiano Jaques Wagner pediu a quebra do sigilo telefônico por ligações de celular de dois lugares.

Um, óbvio, o Presídio da Papuda, onde Dirceu está preso.

O outro, pensa você que foi o palácio do governo da Bahia, onde fica Wagner?

Não, as coordenadas solicitadas são as do Palácio do Planalto, em Brasília.

Ou seja, a promotora quer saber quem falou com quem a partir da sede do Governo.

E durante 16 dias.

Sob que alegação?

Nenhuma.

Apenas enfiou de “contrabando” no pedido a espionagem sobre o Planalto, talvez porque saiba que, contra Dirceu, Joaquim Barbosa aprova qualquer coisa.

A denúncia foi feita pela defesa de Dirceu, que contratou um perito para estabelecer o que representavam as coordenadas citadas no pedido da promotora.

Será possível que o partidarismo do MP tenha chegado a esse ponto?

A Dra. Márcia tem de ser chamada a explicações e responsabilizada pelo que fez.

Usar seu poder de fiscalização para espionar o Palácio do Governo, sem que haja algum indício ou suspeita de coisa alguma é um absurdo que não pode ser tolerado.

Em um país onde a Justiça fosse independente e altiva, isso não seria uma pequena nota nos jornais, mas um escândalo.

Fonte: Tijolaço

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