Brasil

A Tele Montecarlo também foi um bom negócio

A Petrobras vai vender a Pasadena, que dá lucro. A Globo pendurou os lucros da Tele Montecarlo na Viúva?.

“À luz do tempo”, a instalação da Tele Montercarlo na Itália foi uma sábia decisão do Dr Roberto e de um de seus filhos, o mais velho (como se sabe, eles não têm nome próprio).

No Governo Sarney, a Rede Globo presidia o Brasil.

O Dr Roberto fazia parte do triunvirato: ele, o ACM e o Sarney.

A Globo batia no teto.

Não tinha mais para onde crescer no Brasil.

O jornal nacional dava 70% e o Fantástico, 60%.

“Se não sai no jornal nacional, não acontece”, dizia o ACM, que saía no jn quando queria.

Assisto ao jornal nacional não para saber o que aconteceu, mas para saber o que o jornal nacional quer que eu pense que aconteceu, dizia o Caetano Veloso, que também já foi baiano, antes de se tornar intelectual orgânico dos filhos do Dr Roberto.

Aqui no Brasil, o filho mais velho do Dr Roberto não aguentava mais subordinar-se a um empregado, o Boni.

E o pai considerou que, de fato, a Globo precisava expandir-se além fronteiras.

O filho foi à Itália e considerou que o Berlusconi estava frágil.

Era hora de atacar.

Boni não foi.

Disse que não sabia fazer tevê para italiano.

O filho do Dr Roberto levou um timaço para a Itália.

Da área comercial e da área editorial.

Instalou uma sede monumental em Roma, com um estúdio de telejornalismo no meio da redação, que o jornal nacional depois copiou, no Rio.

Parecia uma decisão, “à luz da época”, impecável.

Na Ilha de Capri, a Tele Montecarlo dava festas de corar senadores de Cesar.

As condições internas da companhia, no Brasil, e os custos de instalação no exterior justificavam perfeitamente a decisão arrojada.

Fazia parte dos planos da empresa expandir-se para fora e aquela era a hora.

Como se sabe, “à luz do tempo”, ainda no Governo Sarney, o Dr Roberto e o filho mais velho tomaram um tombo de US$ 100 milhões.

Tombo que foi devidamente compensado em operações de busca e salvamento das instituições estatais (brasileiras) de crédito – ah !, esse intervencionismo estatal, né, Urubóloga ?

“À luz do tempo”, será que o Roger Agnelli, o quindim de Iaiá do PiG (*), fez um bom negócio na Guiné ?

“À luz do tempo”, será que foi um bom negócio a filha do Cerra se associar ao Jorge Paulo Lehmann numa sorveteria ?

Ou à irmã do Daniel Dantas numa empresa de “consultoria” em Miami ?

“À luz do tempo”, será que o Príncipe da Privataria obrou bem ao transformar a Petrobras em Petrobrax ?

Em participar da “Operação Reeleição”, aquela do “Senhor X” e do trator Sergio Mota ?

Foi uma boa ideia, “à luz do tempo”, dar essa chance de o PT ficar tanto tempo no poder ?

“À luz do tempo”, como disse a Graça Foster, foi uma boa ideia comprar Pasadena.

Clique aqui para ver a explicação do Sergio Gabrielli sobre a compra de Pasadena.

A Petrobras, um dia, vai vender a Pasadena, que dá lucro.

E o que fez o Dr Roberto com os lucros da Tele Montecarlo ?

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Como se sabe, o BV faz da Globo uma para-estatal.

Que tem um futuro mais sombrio que o de Pasadena – clique aqui para ler “Google compra fabrica de drones – bye, bye Globo”; e aqui para ler “a PLIMCO compra ações da Globo ou da Folha ?”.

Fonte: Conversa Afiada

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