Para PMDB, Graça e Cerveró foram 'contraditórios'

O vice-líder do PMDB na Câmara, deputado Lúcio Vieira Lima, não ficou satisfeito com as explicações da presidente da Petrobras, Graça Foster, e do ex-diretor da companhia Nestor Cerveró sobre a compra da refinaria de Pasadena; depois de audiência com Ceveró na Câmara ontem (16), Lúcio afirmou que a instalação da CPI da Petrobras é cada vez mais urgente; Ele não se esforçou em explicar as dúvidas, ao contrário, deu explicações mais duvidosas, parecendo que estava a serviço do governo
O deputado federal baiano Lúcio Vieira Lima é da base do governo no Congresso (é vice-líder do PMDB na Câmara), mas não está satisfeito com as explicações da presidente da Petrobras, Graça Foster, e do ex-diretor de assuntos internacionais da companhia, Nestor Cerveró, sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA (Texas), em 2006.
Depois de audiência com Ceveró na Câmara ontem (16), Lúcio afirmou que a instalação da CPI da Petrobras é cada vez mais urgente. Acho que, com o depoimento do Cerveró, reforça-se a necessidade da CPI. Ele não se esforçou em explicar as dúvidas, ao contrário, deu explicações mais duvidosas, parecendo que estava a serviço do governo, disse o peemedebista.
Ele viu divergências entre o que foi dito por Cerveró e Graça, que também foi ouvida pelo Senado na terça (15).
Os depoimentos dos dois foram contraditórios. Ela diz que (a aquisição da refinaria de Pasadena) foi mau negócio e ele insiste em dizer que foi o contrário. A própria presidente Dilma disse que se soubesse das cláusulas a compra não tinha sido feita. Então, com certeza, foi mau negócio, só precisamos saber se foi por incompetência ou por conveniência.
No entendimento do vice-líder do PMDB, Graça deve ser ouvida novamente pela comissão do Senado – se ela recusar, os congressistas chamarão o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.
E agora é esperar a decisão do STF, para evitar essa tentativa da base do governo, que quer uma CPI ampla para evitar qualquer apuração. Cada dia é um novo escândalo, já há uma pressão insustentável da sociedade e da opinião pública. E, infelizmente, é ano eleitoral, então os políticos ficam sensíveis à opinião pública, disse Lúcio em entrevista ao site Bahia Notícias.
Quanto a Cerveró, Lúcio acredita que as explicações mais verídicas do ex-diretor só virão à tona quando ele for convocado e não convidado. Ele terá que falar a verdade.
Fonte: Brasil 247

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