Justiça

Eike pode transformar chefe da Bovespa em réu

A BM&F Bovespa, comandada por Edemir Pinto, será investigada pelo Ministério Público por omissão nas fraudes cometidas por Eike Batista, que lesaram milhares de investidores no mercado acionário brasileiro; Existem indícios fortíssimos de crime de omissão pelo senhor Edemir Pinto, disse o procurador Osório Barbosa, responsável pela notícia-crime; minoritários alegam que a BM&F Bovespa permitiu que especuladores vendessem os papéis sem tê-los em carteira

O escândalo Eike Batista, do ex-bilionário que construiu e derreteu uma fortuna de papel vendendo ilusões no mercado acionário, agora respinga no presidente da BM&F Bovespa, Edemir Pinto. Ele será investigado por omissão nas irregularidades cometidas pelo empresário.

Existem indícios fortíssimos de crime de omissão pelo senhor Edemir Pinto, disse o procurador Osório Barbosa, em notícia-crime encaminhada à coordenadoria criminal do Ministério Público. Ele pede para que seja apurada a responsabilidade de Edemir Pinto nos prejuízos causados a milhares de acionistas minoritários.

O MP quer saber porque a Bovespa não identificou que Eike poderia estar vendendo grandes lotes ações, enquanto mentia para seus investidores, sobre falsas descobertas de petróleo da OGX. Outro ponto relevante diz respeito às vendas a descoberto. Os minoritários da OGX alegam que a Bovespa permitiu que especuladores vendessem um grande volume de ações sem possuir os papéis, derrubando os preços.

A lei não permite vender o que não existe, diz Aurélio Valporto, conselheiro da Associação Nacional de Proteção aos Acionistas Minoritários, que levou o assunto à Promotoria paulista.

Fonte: Brasil 247

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