Ministro decide manter presos Youssef e mais 10

Teori Zavascki, do STF, aceitou argumentação do juiz federal do Paraná Sergio Moro, que alertou para o risco de fuga dos acusados na investigação Lava Jato, caso fiquem soltos, e autorizou a manutenção de 11 prisões; a exceção é o ex-presidente da Petrobras Paulo Roberto Costa, único a sair da prisão ontem após a decisão do ministro do Supremo, e que continuará solto; Teori determinou nesta segunda-feira a soltura dos 12 presos no processo; na nova decisão, ele também disse que o Supremo irá decidir se o processo deve ser encaminhado integralmente à corte, como havia solicitado
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, decidiu autorizar a manutenção das prisões decorrentes da Operação Lava Jato. Ele aceitou a argumentação do juiz federal do Paraná Sergio Moro, que alertou ontem sobre o risco de fuga dos alvos da investigação de lavagem de dinheiro. Moro enviou ofício ao STF após a decisão de Teori que determinou a soltura dos 12 presos no processo, entre eles o doleiro Alberto Youssef.
A exceção é o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, único que foi solto nesta segunda-feira, após a decisão de Teori, e continuará fora da prisão. Quando determinou a soltura dos acusados, o ministro do Supremo atendia a uma acusação da defesa de Costa, que acusava o juiz do Paraná de extrapolar sua função ao investigar o deputado federal André Vargas (sem partido/PR), que tem foro privilegiado. Teori concordou com o advogado do réu e determinou que todo o processo fosse encaminhado à corte suprema.
Em face das razões e fatos destacados nas informações complementares, autorizo, cautelarmente, que se mantenham os atos decisórios, inclusive no que se refere aos decretos de prisão, disse o ministro, ao reconsiderar sua decisão. Segundo Teori, o Supremo também vai decidir se a parte do processo que envolve quem não tem foro privilegiado deve ser enviado para a primeira instância ou para a corte suprema. Ontem, o juiz Sergio Moro pediu esclarecimentos sobre o alcance da decisão.
Fonte: Brasil 247

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