Política · Justiça

Guerrilha dos ônibus deve trazer mais caos a SP

Protesto dos rodoviários continua nesta quarta-feira com terminais bloqueados, ônibus nas garagens e promessa de mais um dia de greve; para o prefeito Fernando Haddad, ação contra a população usa táticas de guerrilha; sindicato, comandado por José Valdevan de Jesus Santos, condena ação política de grupo dissidente, que não aceitou reajuste de 10%; Ministério Público pode ser acionado; rodízio de veículos na maior cidade do País ainda não foi suspenso, o que pode tumultuar ainda mais a vida dos paulistanos

Os paulistanos podem se preparar para mais um dia de caos, depois de terem enfrentado, nesta terça-feira, o maior congestionamento registrado no ano, depois que motoristas de ônibus bloquearam terminais, corredores e abandonaram os ônibus nas vias da cidade.

Nesta quarta-feira, os ônibus continuam nas garagens e há terminais bloqueados. A Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo decidiu não suspender o rodízio municipal de veículos – o que pode tornar ainda mais caótico o trânsito para os paulistanos.

Segundo o prefeito Fernando Haddad, os rodoviários usaram táticas de guerrilha. É uma guerrilha inadmissível. Como você entra no ônibus e manda passageiro descer?, afirmou ele ontem, em entrevista à TV Bandeirantes.

A ação dos motoristas é condenada até pelo Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sidmotoristas), José Valdevan de Jesus Santos, conhecido como Noventa. “Acredito que há algo por trás, que há um jogo para causar o desgaste da direção do sindicato e do presidente. Tem alguém que está comandando isso”, disse.

Os rodoviários não aceitaram a proposta de reajuste de 10%, surpreendendo o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto. Nós íamos acompanhando o processo de negociação salarial do sindicato junto à SPUrbanuss, que é a entidade patronal, dos empresários de ônibus, garante Tatto. Ontem (segunda, 19) nós recebemos a informação de que houve a assembleia do sindicato de motoristas de mais de três mil pessoas e de que eles aprovaram o dissídio coletivo, que dá um ganho, incluindo os benefícios, de mais de 10%, explica o secretário.

Tanto a SPTrans como o Sindmotoristas se disseram surpresos com a ação. O secretário Tatto afirma, ainda, que estuda acionar o Ministério Público para que seja aberta uma investigação sobre a ação dos rodoviários.

Fonte: Brasil 247

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