Chamado de 'censor', Janot defende sigilo em ações

Procurador-geral da República afirma que divulgação de operações pela Polícia Federal mais atrapalha do que ajuda; segundo Rodrigo Janot, que foi chamado de censor da República por delegados da PF depois que pediu ao STF sigilo na divulgação de informações da Operação Ararath, é importante ter transparência e esclarecer o resultado que se obteve, mas apenas ao final das análises obtidas; no caso da Ararath, de Mato Grosso, foi encontrada uma planilha de pagamentos a promotores e procuradores do Estado; segundo Janot, trata-se de uma forma de o governo estadual efetuar pagamentos, por cartas de crédito
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reforçou seu posicionamento em defesa do sigilo nas operações da Polícia Federal. Segundo ele, a divulgação de informações pela PF, em conjunto com o Ministério Público, mais atrapalha do que ajuda.
Numa medida inédita, Janot solicitou ao STF, há dez dias, que determinasse à PF o sigilo total no caso da Operação Ararath, deflagrada no Mato Grosso e que chegou a prender o governador Silval Barbosa (PMDB). Por isso, foi chamado de censor da República por delegados da corporação.
Na opinião do procurador-geral, que concedeu entrevista ao Uol e à Folha, é importante ter transparência e esclarecer o resultado que se obteve, mas apenas ao final das análises obtidas nas chamadas medidas invasivas – cumprimento de mandados de busca e apreensão de pessoas investigadas.
A investigação em si, o processo não é sigiloso, o processo é aberto. Não há nenhum problema em você identificar o que se faz e como se faz. O sigilo que eu me bato é o sigilo das medidas invasivas até que o resultado delas seja obtido, disse ao jornalista Fernando Rodrigues. A sociedade tem o direto de saber, acrescentou.
Fonte: Brasil 247

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