Lula sobre Copa: 'Teremos de lutar como o 'Vietnã'

Em entrevista ao ex-jogador Raí, publicada no jornal esportivo francês LEquipe, ex-presidente diz que quando um país organiza uma Copa, e ainda mais com tantas conquistas como tem o Brasil, sempre se é favorito, mas ressalta que cada jogo será como a Guerra do Vietnã; sua receita para o hexa: nós teremos de lutar como o Vietnã, brigar por todas as bolas, ou seremos derrotados; ele avalia, sobre críticas aos gastos com o Mundial, que o Brasil recebe muita pressão e que, mesmo que todas as obras não estiverem prontas a tempo da competição, haverá um legado; principal articulador para que o Brasil sediasse a Copa de 2014, Lula diz que assistirá aos jogos (não só do Brasil) pela TV
O Brasil é obrigatoriamente favorito, afirma o ex-presidente Lula, em bate-papo com o ex-jogador Raí sobre a Copa do Mundo que começa em dois dias no Brasil. Um País que organiza a Copa do Mundo e que tem os títulos do Brasil é obrigatoriamente favorito, disse, em entrevista realizada em março, mas publicada nesta terça-feira 10 pelo jornal francês LEquipe. O Brasil tem chances reais: joga em casa, tem o apoio da torcida..., acrescenta Lula.
Principal articulador para que o Brasil fosse sede da Copa em 2014, Lula ressalta, porém, que não se pode ser muito autoconfiante. Cada jogo será como a Guerra do Vietnã, e nós teremos de lutar como o Vietnã, brigar por todas as bolas, ou seremos derrotados, analisa o ex-presidente, que conta não ter comprado ingressos e que não aceita convites para assistir aos jogos de graça. Seu plano é ficar recluso, vendo as partidas (não apenas as do Brasil) pela TV.
Como principais adversários da seleção brasileira, destacou Alemanha – tem um time muito forte – e Espanha – mantendo a boa fase. Argentina e Uruguai também ganharam menção do ex-presidente. Segundo ele, os hermanos podem chegar longe, e o Uruguai pode dar trabalho. Ainda sobre o esporte, do qual é fã, tem a opinião de que o futebol perdeu o tempero, e nós perdemos nosso estilo. Quando o Brasil vai a campo contra a Espanha, conhece os rivais melhor do que suas próprias namoradas. Já não há a timidez que havia antes, comenta.
Lula defendeu também a legitimidade dos possíveis protestos que haverão durante a Copa: É preciso lutar diariamente para melhorar, e as autoridades não devem interpretar equivocadamente a população na rua. Mas rebateu críticas sobre os gastos com o Mundial, ao dizer que o Brasil sofre muita pressão. Quando a Copa foi na França, a França organizou do jeito dela. Quando for na Inglaterra, também farão do jeito deles. No Brasil, as pessoas colocam muita pressão, disse. Mesmo que as obras não fiquem prontas a tempo da competição, haverá um legado para o País, ressalta.
Fonte: Brasil 247

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