Economia

Metalúrgicos da CUT em São Paulo entregam pauta e abrem campanha salarial

Catorze sindicatos da categoria no estado reúnem aproximadamente 215 mil trabalhadores, com data-base em 1º de setembro. Setor de autopeças quer mudar período de negociação

Com entrega da pauta de reivindicações aos diversos grupos econômicos na sede da Federação das Indústrias do Estado (Fiesp), representantes dos 14 sindicatos de metalúrgicos ligados à CUT em São Paulo deram início hoje (16) à campanha salarial da categoria, que tem data-base em 1º de setembro. As negociações envolvem mais de 215 mil trabalhadores na base da federação estadual (FEM-CUT), excluídas as montadoras (42 mil metalúrgicos), que discutem diretamente com os sindicatos em suas respectivas bases.

Segundo a federação, entre as principais reivindicações estão aumento real (acima da inflação), licença-maternidade de 180 dias e redução da jornada para 40 horas semanais. Alguns grupos patronais já preveem a licença de 180 dias em seus acordos coletivos – são os casos dos grupos 2 (setores de máquinas e eletroeletrônicos, com 89 mil trabalhadores) e 3 (autopeças, forjaria e parafusos, com 51 mil).

O Grupo 10 (lâmpadas, equipamentos odontológicos, iluminação e material bélico, entre outros, que reúne 24 mil empregados) garante 150 dias. No Grupo 8 (trefilação, laminação de materiais ferrosos, refrigeração e equipamentos rodoferroviários, com 42 mil metalúrgicos) e no setor de estamparia (5 mil), a cláusula é facultativa.

Queremos fazer uma campanha rápida e equilibrada. Nunca enfrentamos conjunturas favoráveis nas nossas negociações. Sabemos que o aumento real no salário é uma forma de distribuir renda, afirmou o presidente da FEM-CUT, Valmir Marques da Silva, o Biro-Biro. Na entrega da pauta, o Grupo 3 reivindicou a mudança de data-base para 1º de março, medida que o sindicalista não considera uma prioridade. Assim como nós temos propostas, eles têm direito de reivindicar algumas coisas, e nós vamos buscar o melhor caminho.

Fonte: Rede Brasil Atual

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