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Reeleição de Evo Morales, na Bolívia, será positiva para o Brasil

Para sociólogo Emir Sader, governo de Evo Morales melhorou situação social e econômica dos bolivianos e contribuiu para integração dos países sul-americanos

Além do Brasil, outros dois países da América do Sul elegerão governantes em outubro deste ano: Bolívia e Uruguai. De acordo com o sociólogo e comentarista da Rádio Brasil Atual, Emir Sader, a reeleição de Evo Morales, na Bolívia, e do candidato da Frente Ampla – partido do atual presidente uruguaio, José Pepe Mujica – Tabaré Vásquez, será positiva para o Brasil. “O Brasil tem uma relação muito boa de colaboração, de investimentos, de apoio político mútuo e de integração regional com a Bolívia e com o Uruguai”, explica.

Sader defende que o governo de Morales na Bolívia acabou com a instabilidade do Estado no país. De 2000 a 2005, a Bolívia teve cinco governos derrubados por mobilizações populares, enquanto o atual presidente segue no posto já no fim do segundo mandato. “O país melhorou em tudo: na economia, na situação social, nos investimentos, em tudo. Então, ele deve se reeleger neste ano para um novo mandato. Ele tem apoio parlamentar, apoio popular enorme, a oposição está muito dividida, o que facilita a reeleição dele. A Bolívia nunca teve um governo com tanta democracia e estabilidade política.”

“Eu diria que, dos governos progressistas da América Latina, a Bolívia e o Equador são aqueles que estão avançando mais, melhor, de maneira mais criativa. Eles refundaram o Estado, reconheceram a incorporação das diversidades étnicas do país e têm uma política externa soberana e independente. Então, acho que o Evo deve se reeleger para um novo período este ano”, completa.

Ouça o comentário completo de Emir Sader

Fonte: Rede Brasil Atual

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