Gafes de Pimenta denunciam distanciamento da realidade do Estado
Candidato tucano errou a localização geográfica e a divisão administrativa a que pertencem Governador Valadares e Teófilo Otoni e disse que foi “obrigado” a concorrer ao governo estadual quando deixou a prefeitura com apenas um ano e meio de mandato, em 1990

Nem uma bússola salvaria o tucano Pimenta da Veiga de se perder em um passeio turístico pelo Norte de Minas. Depois de 20 anos circulando entre a residência em Brasília e as fazendas que adquiriu em Goiás, Pimenta voltou a Minas como candidato a governador pelo PSDB e prometeu construir três hospitais regionais no Norte do estado, durante debate realizado na noite desta quinta-feira, 07, pela Band Minas.
Os hospitais, segundo ele, seriam construídos em Montes Claros, em Governador Valadares e Teófilo Otoni. Só que Valadares fica na Região Leste, e Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, que nem com muita boa vontade pode ser encaixada na porção Norte de Minas Gerais. O longo tempo longe do Estado Minas traiu o candidato tucano.
Visivelmente nervoso durante o debate, Pimenta cometeu outra declaração infeliz. Ele contou que foi obrigado a se candidatar ao governo de Minas em 1990, quando saiu da prefeitura de Belo Horizonte após um ano e meio de gestão, mesmo depois de prometer ficar até o fim do mandato. Pelo menos ele foi sincero, diriam os aliados.
O problema é que Pimenta não foi tão sincero assim ao falar sobre alguns números do atual governo de Minas. De acordo com ele, foram distribuídos 830 mil microônibus para os municípios, destinados a atendimento de saúde. Se fosse verdade, em média, cada cidade do Estado teria recebido mil veículos.
Mas o candidato tucano foi ainda mais longe: disse que a tal megafrota da saúde foi equipada com rodomoças, que seria algo parecido com as comissárias de bordo de aviões. O governo deu uma frota de 830 mil microônibus com rodomoças para que aqueles doentes que antes viajavam de trator ou carroça possam ser levados a seu destino com conforto, declarou Pimenta.
Ele destacou, também na área de saúde, um programa, no mínimo curioso, em que as ambulâncias sabem para onde levar os pacientes. É um sistema de atendimento modelo no mundo todo. Ambulâncias e até helicópteros sabendo exatamente para onde levar o paciente e não ficar passeando com o paciente, disse o tucano. Será que a bússola salva ou seria melhor um GPS?
Fonte: Pautando Minas

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