Dilma e Veja: 'Factóide na Petrobras é perigoso'

Numa rápida entrevista a jornalistas neste domingo, a presidente Dilma Rousseff condenou a criação de crises artificiais sobre a Petrobras, como fez a revista Veja, há uma semana, com a capa sobre farsa na CPI da Petrobras; “Se tem uma coisa que a gente tem de preservar, porque tem sentido de Estado e sentido de nação é não misturar eleição com a maior empresa de petróleo do País. Isso não é correto, não mostra nenhuma maturidade”, disse ela; denúncia da semana passada já morre no vazio de sua própria banalidade
A presidente Dilma Rousseff, candidata pelo PT à reeleição, disse, neste domingo (10), durante coletiva de imprensa, que as discussões eleitorais não devem ser misturadas com assuntos da Petrobras, por questão de maturidade. Ao ser indagada se a companhia está sob fogo político cruzado, a presidente declarou que o uso de factoide que possa comprometer a empresa é algo muito perigoso.
Se tem uma coisa que a gente tem de preservar, porque tem sentido de Estado e sentido de nação é não misturar eleição com a maior empresa de petróleo do País. Isso não é correto, não mostra nenhuma maturidade, disse Dilma, no Palácio da Alvorada.
Eu acho fundamental que na eleição, nesse processo em que estamos, haja a maior e mais livre discussão. Agora, utilizar qualquer factoide político para comprometer uma grande empresa e sua direção é muito perigoso, acrescentou, referindo-se a denúncias contra a empresa, que vem sendo investigada inclusive pelo Congresso Nacional por meio de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
Dilma se negou a responder questões sobre o julgamento da presidente da Petrobras, Graça Foster, no Tribunal de Contas da União (TCU). A presidente também não quis fazer declarações sobre a necessidade de elevação do preço do combustível diante de uma queda de 25% no lucro da Petrobras do primeiro semestre do ano. Não especulo nem alimento especulação no mercado, afirmou.
Fonte: Brasil 247

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