Três razões explicam por que Marina será candidata

Mesmo em luto, chefes do PSB já reconhecem que não têm margem de manobra para evitar substituição do falecido Eduardo Campos por Marina Silva; 1) Hipótese de outro nome representaria ofensa à pessoa que o próprio Campos escolheu para ser sua parceira; 2) Nomes alternativos como os do ex-ministro Ciro Gomes e seu irmão Cid Gomes, governador do Ceará, trocaram o partido pelo PROS, 3) Hipótese de desistência da eleição sinalizaria ao eleitorado capitulação diante do PT; nessa situação, de acordo com o consenso que vai se formando no comando dos socialistas, PSB cometeria suicídio como partido; paliativo à falta de confiança no comportamento político de Marina deve ser indicação de ex-deputado Maurício Rands, ex-secretário de Governo de Campos em Pernambuco, como vice; prazo de dez dias para formalização da dura mudança corre
Três motivos, segundo integrantes da direção nacional do PSB ouvidos por 247, explicam por que, mesmo sob a desconfiança do partido, a ex-ministra Marina Silva será mesmo indicada para substituir Eduardo Campos como candidata a presidente pela legenda:
1) O próprio Campos escolheu Marina para secundá-lo. Rechaçar Marina, na atual circunstância, seria um ofensa não apenas a ela, como também à liderança e à memória dele;
2) Falta de alternativa dentro do próprio partido. O comando do PSB se ressente da ida dos irmãos Cid Gomes, governador do Ceará, e Ciro Gomes, ex-ministro, para o PROS. Caso eles ainda tivessem dentro da legenda socialista, a margem de manobra para uma troca existiria. Com ambos fora, não há nome de filiado que seja capaz de convencer o eleitorado sobre a ultrapassagem à ex-senadora;
3) Uma eventual desistência da eleição passaria para o eleitorado a mensagem de que o PSB teria se vendido, na expressão de um dirigente, ao PT. O partido adversário seria o mais beneficiado pelo fato de Marina, forte em todas as pesquisas eleitorais, não concorrer.
Diante desses três pontos, mesmo sob luto, a cúpula do PSB já sabe que não possui espaço para fazer algo diferente do que se mostra como a solução mais natural.
A forte ligação estabelecida durante a campanha entre Eduardo e Marina leva os socialistas e sonharem, em meio ao pesadelo, com um cenário inicial de suspensão das críticas dela à política de alianças do partido e outros aspectos. Marina deverá fazer uma campanha, imaginam eles, com base na emoção, no que ela é especialista.
Mas para não deixá-la com o comando absoluto da nova situação, o paliativo estudado é a nomeação do ex-deputado e ex-secretário de Governo de Pernambuco, na gestão de Campos, Maurídio Rands. Muito ligado ao presidenciável que morreu na quarta-feira 13, em acidente aéreo, em Santos, Rands foi do PT. Na prática, funcionará como contraponto à renovada força da futura candidata. O prazo legal de dez dias para as novas indicações está correndo.
Fonte: Brasil 247

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