Luiza Erundina ao 247: "PSB não está dividido"

A ex-prefeita Luiza Erundina, cujo nome foi lembrado para disputar a presidência da República no lugar de Eduardo Campos, negou qualquer divisão no partido; meu nome só foi cogitado porque sou socialista histórica e muito amiga de Eduardo e de Marina, disse ela; Erundina afirmou ainda que o partido acatará o que for decidido pela Executiva Nacional; presidente da legenda, Roberto Amaral, afirmou que só irá pensar na sucessão depois da missa de sétimo dia, na próxima quarta-feira; não há nenhuma necessidade de correr com isso
A ex-prefeita Luiza Erundina, cujo nome foi lembrado como uma opção do PSB para disputar a presidência da República, negou qualquer divisão no partido.
Não há divisão. Meu nome só foi lembrado pelo fato de eu ser amiga de Eduardo, de Marina e de ser também socialista histórica, afirmou.
Segundo ela, a definição sobre os rumos eleitorais do PSB será tomada na próxima quarta-feira. O que for decidido pela Executiva Nacional será acatado pelo partido.
Erundina negou que tenha qualquer intenção de disputar a presidência da República ou ser indicada a vice numa chapa encabeçada por Marina Silva. Eu não disputo nada. Apenas me coloco à disposição do partido. O que aconteceu com Eduardo nos impõe grande responsabilidade.
Segundo ela, haverá pequenos ajustes no programa do PSB, redimensionamento das propostas, mas nada muda no essencial. O que já foi acordado está mantido. Como, por exemplo, as alianças regionais.
Também presente ao evento, o presidente do PSB, Roberto Amaral, voltou a dizer que qualquer decisão será tomada apenas na quarta-feira. Não há necessidade de correr com isso, precisamos respeitar o legado de Eduardo Campos, afirmou. Segundo Amaral, a decisão será tomada numa reunião na quarta-feira, às 15h00, em Brasília, após uma missa de sétimo dia.
Outro dirigente do PSB, Carlos Siqueira, afirmou que não há nenhuma resistência ao nome de Marina Silva no PSB.
Reação do PT
O presidente do PT de Pernambuco, deputado Pedro Eugênio, também foi ao velório e fez sua análise sobre o impacto político da tragédia. A perda é grande e muda todo o cenário, disse ele. Mas toda discussão, agora, é prematura. Precisamos aguardar as decisões que serão tomadas pelo PSB na próxima quarta-feira.
O político Maurício Rands, que trocou o PT pelo PSB, disse que uma das missões dos integrantes do PSB será manter acesa a mensagem de que não vamos desistir do Brasil.
Fonte: Brasil 247

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