BC: Inflação deve convergir para a meta em 2016

O Banco Central informou nesta quinta-feira que é plausível levar a inflação para a trajetória da meta dentro do cenário que não inclui queda da Selic, ao mesmo tempo em que vê a pressão sobre os preços elevada, mas não mais resistente; ata da instituição também prevê que nos trimestres iniciais de 2016, as projeções indicam que a inflação entra em trajetória de convergência
O Banco Central informou nesta quinta-feira que é plausível levar a inflação para a trajetória da meta dentro do cenário que não inclui queda da Selic, ao mesmo tempo em que vê a pressão sobre os preços elevada, mas não mais resistente.
Apesar de a inflação ainda se encontrar elevada, o Copom pondera que pressões inflacionárias ora presentes na economia... tendem a arrefecer ou, até mesmo, a se esgotarem ao longo do horizonte relevante para a política monetária, trouxe o BC por meio da ata do Comitê de Política Monetária (Copom).
Nesse contexto, é plausível afirmar que, mantidas as condições monetárias --isto é, levando em conta estratégia que não contempla redução do instrumento de política monetária--, a inflação tende a entrar em trajetória de convergência para a meta nos trimestres finais do horizonte de projeção, acrescentou.
Na ata anterior, divulgada em julho, a autoridade monetária não havia usado a expressão plausível para descrever esse cenário, mas que via um cenário de inflação resistente nos próximos trimestres, frase que retirou no documento divulgado nesta manhã.
Pela ata, o BC também reduziu a projeção de inflação para este ano, mas encontrando-se acima do centro da meta, e manteve suas contas para 2015, pelo cenário de referência. A autoridade monetária também vê que, nos trimestres iniciais de 2016, as projeções indicam que a inflação entra em trajetória de convergência.
A meta do governo é de 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos.
No último encontro antes da eleição presidencial em outubro, o Copom manteve a Selic em 11 por cento ao ano na semana passada, pela terceira vez seguida, e excluiu a expressão neste momento do texto do comunicado, sinalizando que não pretende mexer na política monetária tão cedo em meio à fraqueza da economia e com a inflação ainda elevada.
A expectativa tanto no mercado futuro de juros quanto entre analistas é de que novo ciclo de aperto monetário comece apenas em 2015.
Pela ata, o Copom também informou que vê que o ritmo de expansão da atividade doméstica tende a ser menos intenso este ano em comparação a 2013. A economia brasileira entrou em recessão no primeiro semestre, com o Produto Interno Bruto (PIB) encolhendo 0,6 por cento e 0,2 por cento respectivamente no segundo e primeiro trimestres, sobre os três meses anteriores.
Mesmo dentro do cenário de atividade fraca, o IPCA continua pressionado, chegando a 6,51 por cento em 12 meses em agosto.
Fonte: Brasil 247

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