Tereza Cruvinel: Lula terá maior peso agora

Segundo a jornalista Tereza Cruvinel, colunista do 247, o ex-presidente Lula terá maior proeminência a partir de agora; ela avalia que Aécio Neves é um adversário mais duro de ser batido do que Marina Silva e diz que, no PSB, haverá divisões; Roberto Amaral, presidente interino desde a morte de Eduardo Campos, tende a apoiar Dilma, assim como os governadores, diz ela; Os mais próximos de Eduardo Campos talvez optem por Aécio, em consequência das feridas que ficaram da refrega com o PT, que vem de 2012
A jornalista Tereza Cruvinel, colunista do 247, informa que, depois do resultado primeiro turno, após votação apertada entre a presidente Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o ex-presidente Lula terá maior peso na disputa presidencial, a partir de agora.
No QG de Dilma, já se entende que Aécio será um adversário mais difícil, mais consistente e em rota ascendente. O PT também fará uma pajelança de aliados para recompor aliados e redefinir tarefas. Lula assumirá maior proeminência, e também os vitoriosos no primeiro turno, como Fernando Pimentel, diz ela. Será preciso curar feridas de alguns aliados, como Lindbergh Farias, que se sentiu pouco apoiado mas é um grande eleitor no Rio. Como a família Sarney, magoada com apoios petistas a Flavio Dino e com a operação da PF contra Lobão Filho. O cordão dos magoados é grande.
Tereza também retrata a possível divisão no PSB – e mesmo na Rede – sobre que rumo tomar no segundo turno. Não será pacífica a decisão do PSB. Quem conhece Marina sabe que é mais provável ela repetir a decisão de 2010, quando não apoiou nem Dilma nem Serra no segundo turno. A maior parte de seus 20 milhões de votos refluiu então para Dilma. Se ela fizer isso agora, o PSB não vai necessariamente segui-la. Sem Eduardo, o partido precisa se recompor e sobreviver. Talvez nem toda a Rede opte pela neutralidade num confronto que será agudo, informa. Nem deve ser unitária a decisão do PSB, que ainda enfrentará, entre os dois turnos, a eleição do novo presidente. Roberto Amaral, presidente interino desde a morte de Eduardo Campos, tende a apoiar Dilma, assim como os governadores. Os mais próximos de Campos talvez optem por Aécio, em consequência das feridas que ficaram da refrega com o PT, que vem de 2012.
Fonte: Brasil 247

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