Internet nunca teve tanta força como nessa eleição

Tereza Cruvinel afirma, em nova coluna no 247, que assunto eleições adquiriu uma predominância inédita nos conteúdos publicados e nas mensagens pelas redes sociais; Petistas e tucanos trocaram chumbo pesado o tempo todo e a artilharia de Dilma deve ter tido um peso particular em sua recuperação, escreve a jornalista; para 19% dos entrevistados, as redes sociais influenciaram muito o voto no primeiro turno, segundo o Datafolha; professor de Comunicação da UFRJ Cristiano Henrique vê fator positivo: as redes impulsionaram a ressurreição da política como espaço de reflexão, debate e participação da sociedade; Os candidatos que se preparem para estes novos tempos, alerta Tereza
O elemento internet nunca teve tanta força como nessa campanha, afirma Tereza Cruvinel, em nova coluna publicada em seu blog no 247. Petistas e tucanos trocaram chumbo pesado o tempo todo e a artilharia de Dilma deve ter tido um peso particular em sua recuperação nas últimas pesquisas de intenção de voto, avalia a jornalista. O assunto eleições adquiriu uma predominância inédita nos conteúdos publicados e nas mensagens pelas redes sociais, acrescenta. Leia um trecho sobre o cenário dos eleitores internautas, segundo o Datafolha:
A pesquisa Datafolha realizada na segunda-feira (20) apurou que para 19% dos entrevistados, as redes sociais influenciaram muito o voto no primeiro turno. Outros 20% disseram que influenciaram um pouco. O hábito de declarar o voto nas redes sociais também foi medido: 20% disseram ter feito isso no primeiro turno e 22% já o fizeram agora, no segundo. Segundo a pesquisa, 75% dos internautas inscritos em redes sociais estão lendo notícias sobre as eleições por meio de suas contas: 68% usam o Facebook, 41% o WhatsApp e 11% o Twitter. A soma dá mais de 100% porque alguns usam mais de uma rede. De cada 10 eleitores, seis têm acesso à Internet. Metade destes conectados (47%) conta em alguma rede social e 46% deles dizem compartilhar notícias sobre o pleito.
O professor de Comunicação da UFRJ Cristiano Henrique, que fala ao blog de Tereza Cruvinel, vê um aspecto positivo nesse cenário. Para ele, as redes impulsionaram a ressurreição da política como espaço de reflexão, debate e participação da sociedade, ainda que tenham tratado mais de aspectos pessoais dos candidatos do que de suas propostas. Mas isso já é bem melhor que a passividade e a alienação.
Os candidatos que se preparem para estes novos tempos, em que as redes terão tanto peso quanto o horário eleitoral e os debates, alerta Tereza. Leia a íntegra em A força da internet e das redes sociais
Fonte: Brasil 247

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