Política · Economia

FHC diz que salário mínimo em seu governo era 'o dobro do tempo da Dilma Rousseff'

Em discurso durante ato pró-Aécio em São Paulo, ex-presidente tucano desmentiu dados estatísticos e a realidade: em 2002, mínimo era de US$ 86, contra US$ 288 ao final do mandato da petista

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse ontem (22), em manifestação realizada pelo PSDB pela candidatura de Aécio Neves à presidência da República, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, que o salário mínimo na época do seu governo (1995-2002) era “o dobro” do verificado na gestão da petista Dilma Rousseff.

“Temos a obrigação de levar Aécio Neves à presidência da República para que ele reponha o Brasil no caminho correto, no caminho do crescimento econômico, da distribuição de renda, da manutenção das políticas sociais que nós implantamos. A manutenção do aumento do salário mínimo que no meu tempo foi o dobro do tempo da Dilma Rousseff”, afirmou, ao discursar de maneira improvisada no ato, que reuniu 5 mil pessoas, segundo a Polícia Militar.

Em 1995, quando Fernando Henrique assumiu a presidência, o salário mínimo no Brasil era de R$ 100,00, o que equivalia, na época, a US$ 109,89. No último ano de seu governo, o mínimo correspondia a US$ 86,21, ou R$ 200 na moeda brasileira. Atualmente, o valor é de R$ 724,00 ou US$ 288, de acordo com a cotação da moeda norte-americana de hoje (23).

O mínimo, portanto, ao final do mandato da presidenta Dilma Rousseff, é 161% maior que no término do segundo mandato de Fernando Henrique, em dólar.

Desde 2003, o salário mínimo teve crescimento acima da inflação de 72,31%, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Fonte: Rede Brasil Atual

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaRicharlison denuncia Flávio Bolsonaro e pede intervenção da PF em disputa por mansão