Vannuchi: 'Na eleição, mídia mente como nos tempos da ditadura'
Analista político da RBA diz que os grandes veículos de comunicação seguem deslegitimando a vitória da presidenta Dilma

O analista político Paulo Vannuchi disse nesta sexta-feira (31) que durante a campanha eleitoral ficou explícita a herança dos valores da ditadura na mídia. Agora a violência não é do mesmo teor, mas é também inaceitável. Primeiro um instituto de pesquisa que ninguém nunca ouviu falar, o Veritá, colocava o Aécio (Neves, PSDB) disparado na frente da Dilma (Rousseff, PT), enquanto os demais mostravam outro quadro, afirmou à Rádio Brasil Atual.
Na avaliação de Vannuchi, a mídia mente agora como mentiu no tempo da ditadura, naquela época dizendo que as pessoas que lutavam por direitos eram terroristas, postura que só começou a mudar a partir de 1975, ano da morte de Vladimir Herzog, quando a tortura se tornou sistemática. Daí, a mídia começou a aceitar a verdade.
O PSDB utilizou, após o primeiro turno, uma amostragem nacional do Veritá e aproveitou dados estaduais de Minas Gerais, onde o tucano aparecia com 14% de vantagem em relação à presidenta Dilma. O próprio dono do instituto, Leonard de Assis, comprovou que os dados foram utilizados de maneira distorcida. O jornal Folha de S. Paulo só revelou a fraude após o segundo turno.
Nesse sentido, Vannuchi considera que a mídia não cumpre seu papel de mostrar a verdade para a população e de alimentar o debate democrático. Felizmente, a mídia nã pode mentir o tempo todo e precisa alternar o seu papel com algumas notícias e agora começa a revelar um debate interno entre o estado maior da campanha de Aécio e o responsável pelo Veritá, observa.
Mas ele lamenta que os grandes veículos continuem tratando a eleição como uma vitória ilegítima do PT. Tratam o PT como partido derrotado, fragilizado. Segundo ele, não há uma palavra de reconhecimento. Este é o clima mais perigoso do momento, mas o governo Dilma tem instrumentos para fazer valer a vontade das urnas.
Vannuchi critica a postura do candidato Aécio Neves, que buscou ganhar votos disseminando o discurso do ódio, através de pautas como a redução da maioridade penal, um ataque frontal aos defensores dos direitos humanos. É preciso que a direita brasileira reafirme o seu compromisso com a democracia.
Ouça o comentário completo na Rádio Brasil Atual:
Na avaliação de Vannuchi, a mídia mente agora como mentiu no tempo da ditadura, naquela época dizendo que as pessoas que lutavam por direitos eram terroristas, postura que só começou a mudar a partir de 1975, ano da morte de Vladimir Herzog, quando a tortura se tornou sistemática. Daí, a mídia começou a aceitar a verdade.
O PSDB utilizou, após o primeiro turno, uma amostragem nacional do Veritá e aproveitou dados estaduais de Minas Gerais, onde o tucano aparecia com 14% de vantagem em relação à presidenta Dilma. O próprio dono do instituto, Leonard de Assis, comprovou que os dados foram utilizados de maneira distorcida. O jornal Folha de S. Paulo só revelou a fraude após o segundo turno.
Nesse sentido, Vannuchi considera que a mídia não cumpre seu papel de mostrar a verdade para a população e de alimentar o debate democrático. Felizmente, a mídia nã pode mentir o tempo todo e precisa alternar o seu papel com algumas notícias e agora começa a revelar um debate interno entre o estado maior da campanha de Aécio e o responsável pelo Veritá, observa.
Mas ele lamenta que os grandes veículos continuem tratando a eleição como uma vitória ilegítima do PT. Tratam o PT como partido derrotado, fragilizado. Segundo ele, não há uma palavra de reconhecimento. Este é o clima mais perigoso do momento, mas o governo Dilma tem instrumentos para fazer valer a vontade das urnas.
Vannuchi critica a postura do candidato Aécio Neves, que buscou ganhar votos disseminando o discurso do ódio, através de pautas como a redução da maioridade penal, um ataque frontal aos defensores dos direitos humanos. É preciso que a direita brasileira reafirme o seu compromisso com a democracia.
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Fonte: Rede Brasil Atual

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