Política · Economia

Colunista MALUCA da Folha surta



A jornalista Eliane Cantanhêde surtou. Na coluna O preço da vitória, ela afirma que, uma semana depois das eleições (semana em que o dólar desabou e a bolsa disparou), a presidente Dilma Rousseff está num mato sem cachorro.

Com os gastos em alta, porque em eleições faz-se o diabo, e a arrecadação estagnada, por causa do crescimento devagar, quase parando, a presidente Dilma tem de cortar gastos e/ou investimentos. Como assim? A candidata Dilma não martelou durante todo o segundo turno que só Aécio Neves e Armínio Fraga assassinariam os gastos?, questiona.

A segunda saída para tentar fechar as contas, um dia, talvez, quem sabe, é aumentar a arrecadação. Como assim? Será que Dilma, Guido Mantega, de aviso prévio, ou o novo ministro da Fazenda teriam coragem de aumentar impostos? Isso entraria para a história com um único nome: estelionato eleitoral.

Os ajustes que a economia exige são bem menos severos do que supõe a colunista. No entanto, ela volta a atribuir a vitória de Dilma aos menos escolarizados. Nada disso é surpresa. Era a história de um desastre anunciado e só não sabiam os menos escolarizados e quem ficou cego e surdo diante da realidade. Agora, aguenta.





*TUCANALHA VELHA em 2006: Eliane Cantanhêde, chefe da sucursal de Brasília da Folha de S.Paulo, é mulher de Gilnei Rampazzo, um dos donos da GW, a produtora que cuidou das últimas campanhas eleitorais de Geraldo Alckmin e de José Serra.

Gilnei Rampazzo é sócio de Luiz Gonzales, o marqueteiro escolhido pelo PSDB para coordenar a campanha presidencial de Geraldo Alckmin. Ele foi acusado pela Folha de S.Paulo de participar de um esquema de desvio de recursos da Nossa Caixa. Deve estar a maior confusão na casa de Eliane Cantanhêde.

Fonte: 247

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