Política

Lista de Furnas DOCUMENTADA é o que une Aécio e Cunha contra o plebiscito?






Lista de Furnas seria oelo que une Aécio Neves e Eduardo Cunha na oposição ao plebiscito da reforma política? [clique na imagem para ampliar]
O Jornal O Dia publicou matéria sobre o envio da proposta da reforma política do governo para a Congresso.
O diário carioca intitula a matéria afirmando que a “bola” agora está com os congressistas.

Nesta publicação Aécio Neves, senador pelo PSDB, e Eduardo Cunha, deputado federal pelo PMDB afirmam que o plebiscito não “cola” e que não apoiam a ideia de ouvir o que a sociedade brasileira tem a dizer sobre o assunto, ou decidir os rumos da política nacional, combatendo, desde o nascedouro, a corrupção e as estratosféricas cifras de campanha.

Mas o que será que une Aécio Neves e Eduardo Cunha nesta cruzada contra o plebiscito da reforma política?

Por que a ojeriza em relação a participação popular na discussão de soluções emergentes na política?

Afirmar, pura e simplesmente, que 90 dias são insuficientes para que todo o processo se complete e já passe a valer para 2014, é no mínimo mentiroso.

O Congresso, quando quer, e deu recentes provas disso, consegue colocar em pauta e decidir questões complexas em menos tempo.

O momento não é oportuno? Penso que é por demais, aliás, em recente pesquisa do Datafolha, a população colocou-se ao lado de Dilma ao apoiar a proposta de reforma de política através de um plebiscito. Oras, há interesse popular e vontade política do governo. Mas por que expressivos grupos no Congresso ignoram esta oportunidade histórica?



Seria a lista de Furnas o elo que une Aécio Neves e Eduardo Cunha na oposição às mudanças urgentes?

O escandaloso esquema de caixa dois operacionalizado por Marcos Valério, com recursos não contabilizados em campanhas de políticos de diversos partidos em 2002?

Aécio Neves, então candidato a governador de Minas Gerais, teria recebido R$5,5 milhões em repasses diretos para sua campanha.

Eduardo Cunha, R$100 mil.

O PSDB liderou, disparado, como o partido mais beneficiado pelos recursos de caixa dois do esquema criminoso, conforme gráfico abaixo.



PSDB foi o maior beneficiário do esquema de caixa dois, também conhecido como Valerioduto

Este seria o indício de que tanto o senador mineiro e postulante a presidência da república e o deputado federal do Rio de Janeiro, trabalham para enterrar a proposta do plebiscito para permitir que escândalos como este continuem obtendo êxitos? Ou seja sem serem descobertos, ou quando o forem, serem “esquecidos” e manterem impunes seus beneficiários?

Atuam, coordenadamente, em causa própria e de seus partidos e principalmente, para derrotar a sugestão do executivo de que doações de pessoas jurídicas e pessoas físicas sejam limitadas ou que as campanhas recebam recursos unicamente oriundos de financiamento público?

Não querem fechar a bica da corrupção, por que se valem deste expediente?

Não se interessam pela democratização dos pleitos e oportunidades iguais para todos os candidatos debaterem com o eleitor?

O fato é que a objeção a uma consulta popular, desmascara estes dois personagens e tantos outros mais que se opõe a proposta e põe em xeque, principalmente para Aécio Neves e suas pretensões políticas, suas imagens de políticos supostamente éticos e moralmente responsáveis…

As questões acima são de fáceis respostas.

E você, caro leitor, não desconfia da boa vontade da imprensa, a Globo como ponta de lança, com os que agora são contrários a ouvir a voz das ruas? Por que será que importantes grupos midiáticos não deram, propositalmente, a devida importância para o maior escândalo de caixa dois da história eleitoral brasileira e hoje também se apresentam como opositores ao plebiscito?













Fonte: palavrasdiversas

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