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DILMA PUXOU O CENTRO E IRÁ COMPENSAR A ESQUERDA

Ricardo Berzoini nas Comunicações e Patrus Ananias na Reforma Agrária reforçariam polo progressista, informa a colunista Tereza Cruvinel; segundo ela, as nomeações desses dois ministros petistas podem ser confirmadas nesta segunda-feira; Tereza também explica a lógica dos nomes anunciados na semana passada, que desagradaram setores da esquerda; Os 13 novos nomes anunciados na terça-feira passada agregam densidade e musculatura política: são nomes mais expressivos e com mais lastro partidário, que podem contribuir com avanços na gestão e também na governabilidade, diz ela

Na arquitetura política do segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff primeiro puxou o centro e, agora, irá compensar a esquerda. É o que informa Tereza Cruvinel, em sua nova coluna no 247.

Nesta segunda-feira, 29, a presidente Dilma pode concluir as mudanças no ministério com que começará a cumprir o segundo mandato. Os 13 novos nomes anunciados na terça-feira passada agregam densidade e musculatura política: são nomes mais expressivos e com mais lastro partidário, que podem contribuir com avanços na gestão e também na governabilidade, diz ela. Compensações à esquerda ela fará se confirmar Ricardo Berzoini nas Comunicações e Patrus Ananias na Reforma Agrária, por exemplo.

Uma indicação que pode mudar, diz ela, é a de Pepe Vargas para a secretaria de Relações Institucionais. E não apenas porque sua escolha significaria uma super-representação da tendência minoritária Democracia Socialista (DS), mas por conta de seu próprio perfil, diz ela. Na Câmara, ele não é visto como dos mais hábeis e credenciados representantes da bancada petista para negociar com os demais partidos da coalizão. Os nomes de maior peso na bancada, hoje, são Arlindo Chinaglia, Marco Maia, José Guimarães, Paulo Teixeira, e Cândido Vacarezza, além do líder do governo Henrique Fontana, também da DS. Nenhum deles, entretanto, chegou a ser cotado para a vaga.

Tereza informa ainda que Celso Amorim no Itamaraty não é mais uma certeza. Um nome que desponta é o do atual embaixador na Argentina, Everton Vieira Vargas, ex-embaixador na Alemanha. Tem 59 anos e é gaúcho, se é que isso quer dizer alguma coisa para Dilma, diz ela.

Fonte: Brasil 247

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