Política · Justiça

EMPREITEIRAS USARAM BLINDAGEM JURÍDICA EM 'DOAÇÕES'

Para driblar o limite legal de doações ou esconder os repasses, empresas transferiram recursos para candidatos por meio de parceiros comerciais; Isso está no âmbito do jeitinho brasileiro, o que é lamentável porque a prestadora de serviços fica no papel de laranja, afirma o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello; Moralmente é condenável, mas legalmente não tem como pegar; detido na operação Lava Jato, executivo Gerson de Mello Almada, vice-presidente da construtora Engevix, relacionou o esquema de corrupção de Alberto Youssef ao financiamento privado dos partidos

Para camuflar parte do financiamento de partidos, grandes empreiteiras transferem recursos para candidatos por meio de parceiros comerciais.

A medida, adotada quando adotada para driblar o limite legal de doações ou para esconder os repasses, tem blindagem jurídica. Isso está no âmbito do jeitinho brasileiro, o que é lamentável porque a prestadora de serviços fica no papel de laranja, afirma o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao Valor. Moralmente é condenável, mas legalmente não tem como pegar, não vejo o que possa ser feito. É o tipo da coisa escamoteada que não tem como glosar, acrescenta.

Executivos das maiores empreiteiras do Brasil foram detidos pela operação Lava-Jato da Polícia Federal por envolvimento no esquema de desvios do doleiro Alberto Youssef e pagamento de propinas em contratos com a Petrobras. Em sua defesa, o executivo Gerson de Mello Almada, vice-presidente da construtora Engevix, relaciona o suposto cartel ao financiamento privado dos partidos. Ele diz que sofreu “achaques” do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, em nome de partido, ou em nome de governo.

Fonte: Brasil 247

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaRicharlison denuncia Flávio Bolsonaro e pede intervenção da PF em disputa por mansão