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CASO SIVAM: DA ERA FHC O ENTREGUISTA ' BORRA FRALDAS '

*Cassação dos direitos políticos do Ex-Privateiro FHC o BORRA FRALDAS.


Saiu na Folha dessa quinta-feira (23/10):


O ESCLARECIMENTO

Em cartas à Folha e a “O Globo”, Fernando Henrique Cardoso propôs-se a esclarecer aspectos de escândalos no seu governo, mencionados nos dois jornais. Começa a esclarecer: “Quanto ao caso Sivam, não só que a contratação da Raytheon se deu no governo Itamar, como que ao governo nunca foi atribuído haver participado de malfeitos.”

A Raytheon foi contratada em julho de 1997. Já terceiro ano do governo de Fernando Henrique Cardoso. Assinado o contrato, sob muita contestação, Fernando Henrique telefonou ao então presidente Clinton, como contou, para comunicar que estava feita a contratação do seu interesse, para ser a empresa americana a fornecedora principal e construtora do Sistema de Vigilância da Amazônia, Sivam.

Durante o governo Itamar Franco houve, em 1993, a contratação da empresa brasileira Esca, indicada pelo Ministério da Aeronáutica e pela Secretaria de Assuntos Estratégicos, para gerenciar o processo de criação do Sivam. Em maio de 1994, das 12 candidatas, ficam a Raytheon e a francesa Thomson, cujo escritório no Rio é misteriosamente assaltado e dele retirados estudos e documentos do projeto, enquanto a CIA denuncia nos Estados Unidos a existência de corrupção no pessoal brasileiro ligado à concorrência. Logo em seguida, em junho, a Thomson é excluída da disputa.

Em abril de 1995, já governo Fernando Henrique, o deputado Arlindo Chinaglia revela estar a Esca envolvida em fraudes contra a Previdência. A partir daí, descobre-se que nove dos seus integrantes são também da Comissão de Implantação do Sistema de Controle Aeronáutico, pessoal da Aeronáutica no lado contratante e no lado contratado.

Em novembro, o chefe do Cerimonial da Presidência, diplomata Júlio César Gomes dos Santos, é surpreendido e gravado pelo secretário da Presidência, Xico Graziano, em telefonema no qual combina com o representante da Raytheon, José Afonso Assunção, o modo financeiro de assegurar parecer favorável, no Senado, à contratação da empresa americana. O relator era o então senador Gilberto Miranda, personagem de vários assuntos discutíveis.

Graziano é afastado da Presidência e, mais tarde, Júlio César dos Santos ganha uma embaixada na Itália, na FAO. Obtida a aprovação no Senado, o contrato foi assinado, afinal.
Depois, o governo e seus parlamentares tiveram apenas que inviabilizar a CPI da Raytheon. Não é preciso dizer o que significa, ainda, a construção do sistema de controle aéreo e físico da Amazônia por uma costumeira contratada do governo dos Estados Unidos.

Fonte: Coversa Afiada

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