Política · Justiça

JANOT REAGE A CRÍTICAS CONTRA INVESTIGAÇÃO DA OPERAÇÃO LAVA JATO

Procurador-geral da República afirmou que continuará seu trabalho para garantir a independência do Ministério Público e para que os responsáveis pelos desvios na Petrobras sejam punidos

Janot: Será pela nossa atuação que os verdadeiros culpados irão responder judicialmente e sofrerão as penas cabíveis

Brasília – O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reagiu hoje (13) às criticas de parlamentares investigados na Operação Lava Jato. Em reunião com procuradores-gerais, Janot disse causar espécie que vozes do Parlamento tenham se aproveitado da CPI da Petrobras para atacar o Ministério Público Federal, órgão responsável pela condução das investigações.

Janot afirmou que continuará seu trabalho para garantir a independência do Ministério Público e para que os responsáveis pelos desvios na Petrobras sejam punidos. Causa espécie que vozes do Parlamento, aproveitando-se de uma CPI instaurada para investigar o maior esquema de corrupção já revelado no país, tenham-se atirado contra a instituição, que começa a desvelar a trama urdida contra a sociedade”, disse ele.

Janot destacou que foi pelos esforços do Ministério Público que o esquema foi exposto ao país. E será também pela nossa atuação que os verdadeiros culpados irão responder judicialmente e sofrerão as penas cabíveis.

O procurador disse que não vai permitir que interesses ou preocupações que estejam além do direito influenciem suas decisões. Continuo acreditando firmemente que a grande maioria dos homens de bem que integram as nossas instituições não se quedará inerte; que os cidadãos que pagam impostos e cumprem com seus deveres cívicos saberão, nessa hora sombria e turva da nossa história, distinguir entre o bem e mal; entre a decência e a vilania; entre aqueles que lutam por um futuro para o país e aqueles que sabotam nosso sentimento de nação.

Ontem (12), em reunião da CPI da Petrobras, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), defendeu mudança na lei para proibir a recondução de procuradores-gerais. Cunha criticou os pedidos de investigação apresentados por Janot, a quem acusou de ter motivação política para incluí-lo na lista dos políticos envolvidos na Lava Jato. Cunha sugeriu que a ação seria para agradar ao Executivo, Durante a reunião, parlamentares apoiaram a iniciativa.

Fonte: RBA

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