ALTMAN QUESTIONA: QUAL SERÁ A RESPOSTA DO PT?

A escalada contra a presidente Dilma Rousseff se transformou, a partir deste domingo, em movimento reacionário de massas, alerta o jornalista Breno Altman, que cobra que a chefe de Estado e o Partido dos Trabalhadores precisam decidir qual rumo irão tomar diante deste novo fato político; Setores numerosos das camadas médias colocaram na ordem do dia a derrubada de um governo legitimamente eleito, diz ele; colunista ressalta ainda, no 247, que a dimensão da jornada antidemocrática mostra que sem uma repactuação urgente com o campo popular, o petismo perderá as condições de disputar vitoriosamente as praças públicas, os corações e mentes dos milhões de trabalhadores que formam sua base social
A presidente Dilma Rousseff e o PT precisam decidir qual rumo irão tomar diante do novo fato político surgido a partir da escalada contra o governo, transformada, desde este domingo 15, em movimento reacionário de massas, cobra o jornalista Breno Altman, do Opera Mundi, em seu blog parceiro do 247.
A última vez que assistimos fenômeno dessa natureza foi às vésperas do golpe militar de 1964, com as marchas que abriram alas para os tanques. Ainda que a situação política seja distinta e não estejamos às beiras de uma ruptura constitucional, menos ainda da intervenção militar apregoada por frações do antipetismo, mudou de qualidade a disputa entre os dois campos nos quais se divide atualmente o país. Setores numerosos das camadas médias colocaram na ordem do dia a derrubada de um governo legitimamente eleito. Contam com a associação dos principais meios de comunicação e partidos de direita, incluindo elementos da base aliada, escreve ele.
Para Altman, os ministros José Eduardo Cardozo e Miguel Rossetto, com seus discursos sobre os protestos, ofereceram uma mão estendida e trêmula para o diálogo. O raciocínio implícito a esta orientação é de que sempre existe a possibilidade de evitar o confronto contra classes sociais e grupos políticos hostis a quaisquer mudanças que minimamente afetem seus interesses ou potencialmente ameacem sua hegemonia, opina.
Para o jornalista, a presidente instalou um clima de confusão, divisão e desânimo nos últimos meses, com as medidas de ajuste fiscal e a nomeação de ministros sem qualquer compromisso com o programa vitorioso em 2014. Talvez acreditasse que seu problema principal fosse o mesmo de sempre: como obter maioria parlamentar e apaziguar o capital, de tal forma que sua administração pudesse evitar o isolamento e enfrentar as dificuldades da economia.
A dimensão da jornada antidemocrática, no entanto, acrescenta Breno Altman, mostra que é outra a questão crucial: sem uma repactuação urgente com o campo popular, o petismo perderá as condições de disputar vitoriosamente as praças públicas, os corações e mentes dos milhões de trabalhadores que formam sua base social.
Fonte: Brasil 247

O que você acha desta notícia?
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.