JURISTA QUESTIONA: PROPINA DE SONEGADOR NÃO REVOLTA?

247 - Em artigo publicado neste domingo, o jornalista Elio Gaspari, comemora o fim da festa do Carf, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. O Carf tem uma caixa preta. É impossível obter dele algumas estatísticas simples: quantos recursos são apreciados? Quantos são acolhidos e quantos são rejeitados? Quantos são os recursos aceitos nas faixas de até R$ 10 milhões, R$ 100 milhões e acima de R$ 1 bilhão? Diversas tentativas, até mesmo em pedidos de informações de parlamentares, bateram num muro de silêncio. Quais foram os cinco maiores recursos negados? E os concedidos? Tudo isso pode ser feito sem revelar o nome dos contribuintes, diz ele.
Agora, com a Operação Zelotes, da Polícia Federal, tudo pode mudar. A operação da PF poderá transformar a Lava Jato num trocado. O prejuízo da Viúva pode chegar a algo como R$ 19 bilhões. Enquanto as petrorroubalheiras envolviam obras, essas são exemplos de pura corrupção, com o dinheiro indo do sonegador para o larápio, e mais nada. Uma autuação de R$ 100 milhões era quitada por fora ao preço de R$ 10 milhões, afirma numa referência indireta ao caso RBS, que quitou R$ 150 milhões por R$ 15 milhões (saiba mais aqui).
Nesse tipo de malfeito não há partidos políticos nem doações de campanha, legais ou ilegais. Só há bolsos. Empresas de consultoria e escritórios de advocacia que julgavam ter descoberto o caminho das pedras precisam procurar bons defensores, completa.
Fonte: Brasil 247

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