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SUICALÃO: BRASIL PEDE A FRANÇA DADOS DE CONTAS SECRETAS DO HSBC.


O Ministério da Justiça encaminhou pedido ao governo da França de acesso aos dados de correntistas brasileiros que abriram contas no banco HSBC da Suíça. A Procuradoria-Geral da República (PGR), que também aguarda os dados para dar prosseguimento às investigações do caso SwissLeaks no Brasil, confirmou à informação.

Na lista são 8.667 brasileiros que a PGR e a Polícia Federal quer saber se declararam à Receita Federal e ao Banco Central os valores remetidos às contas numeradas no HSBC da Suíça em 2006 e 2007.

Um grupo de cinco senadores que compõem a CPI do HSBC se reuniu com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e com Vladimir Aras, procurador responsável pela área internacional da PGR, para pedir acesso à relação de correntistas do banco HSBC na Suíça.

Segundo os senadores, os representantes do Ministério Público Federal devem ir à França anda este mês para um encontro com autoridades francesas que estão com os dados que são alvo da investigação.

Segundo o senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP), vice-presidente da CPI, Janot se comprometeu a compartilhar com a CPI a lista de brasileiros que mantém contas no HSBC na Suíça.

“Ele nos informou que já foi solicitado na semana passada a cooperação com o Estado francês”, disse o senador. “Ainda agora neste mês de abril o doutor Janot e o doutor Vladimir Aras deverão ir até a França e nós combinamos de fazer uma ação em conjunto da nossa parte procurar aqui Embaixada francesa para pedir celeridade”, completou.

O objetivo da vinda aqui ao Ministério Público foi cumprido uma vez que o objetivo tanto da CPI quanto do Ministério Público é buscar provas concretas e legítimas e reais que possam comprovar esse processo de sonegação e de evasão de divisas para que a CPI possa iniciar o seu trabalho com firmeza e com a busca de resolver esse grave problema no nosso País. À medida que a gente faz essa intercooperação entre a CPI e o Ministério Público, nós estamos no caminho certo, declarou o senador Paulo Rocha (PT-PA).

Vazamentos seletivos

Por enquanto, no Brasil apenas os jornalistas ligados à Folha de S. Paulo e O Globo tem acesso as informações da lista, que foi encaminhada pelo ICIJ, sigla em inglês para Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos. Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do HSBC, no Senado, que também investiga o caso, os jornalistas se recusaram a fornecer a lista e os documentos que possuem, mas divulgam as informações em seus veículos seletivamente e a conta-gotas.

Agora, por exemplo, afirma-se que entre os mais de 8 mil correntistas brasileiros citados no caso Swissleaks estão desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), um ex-procurador-geral de Justiça do Rio e uma ex-defensora pública geral de Pernambuco.

De acordo com a matéria publicada pelo O Globo, Jayme Queiroz Lopes Filho, da 36ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP está ligado a duas contas numeradas – uma delas permanecia ativa em 2006 e 2007, com um saldo total de US$ 131,1 mil. O segundo desembargador é Paulo Eduardo Razuk, da 1ª Câmara de Direito Privado.

Ainda segundo o jornal, Carlos Antonio da Silva Navega, que foi procurador-geral de Justiça do Estado do RJ entre 1987 a 1991, aparece atrelado a três contas. Também está na lista a ex-defensora pública Marta Maria de Brito Alves Freire, com saldo de US$ 1,016 milhão.

Outro nome que vazou foi do primeiro vice-presidente do PSDB do Rio, membro da Executiva Nacional da legenda tucana e ex-tesoureiro de campanha de José Serra, Márcio Fortes.

Fortes tinha três contas relacionadas a seu nome em 2006 e 2007. Em 2006, uma das contas estava ativa e tinha saldo de US$ 2.413.260,28. O tucano foi a pessoa física que mais doou dinheiro ao PSDB em 2000. O valor doado foi o equivalente a 21% do total arrecadado pelo partido naquele ano entre as empresas.

Do Portal Vermelho, com informações de agências

Fonte: m.vermelho

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