Política

APÓS TEMER, RENAN BAIXA AS ARMAS E ISOLA CUNHA

Presidente da Câmara deu sinais de seu desagrado com a jogada de Dilma na escolha do vice-presidente, Michel Temer, para a articulação política; ao passo que Renan Calheiros, presidente do Senado, deu um passo à frente. Declarou que Dilma foi ousada e que a escolha de Temer representa uma virada na relação como Congresso e a coalizão governista; observação é da colunista do 247 Tereza Cruvinel; jornalista afirma que Renan é mais propenso a compreender que do sucesso de Temer no posto dependem tanto ele como o PMDB, e que se ele se recompõe, Cunha fica isolado em sua bronca com Dilma e o governo; mas lembra que, independente disso, ao lado de Eduardo Cunha há uma penca de peemedebistas vestindo camisas de oposição; e questiona: O que os atazana tanto?

Depois da votação de ontem, do regime de urgência para o projeto de terceirização, o vice-presidente Michel Temer e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, tinham um encontro marcado para discutir a indicação do primeiro como responsável pela coordenação política do governo. Ao longo da sessão, Cunha deu sinais de seu desagrado com a jogada de Dilma, ao passo que Renan Calheiros, presidente do Senado, deu um passo à frente. Declarou que Dilma foi ousada e que a escolha de Temer representa uma virada na relação como Congresso e a coalizão governista.

Renan é mais pragmático. Cunha é mais sanguíneo. Se é mais propenso a compreender que do sucesso de Temer no posto dependem tanto ele como o PMDB. Se ele se recompõe, Cunha fica isolado em sua bronca com Dilma e o governo.

Na sessão de ontem o presidente da Câmara não conseguiu evitar esgares e gestos faciais involuntários a cada vez que um orador ia ao microfone e saudava Dilma pela escolha de Temer. Mas irritou-se mesmo foi com o deputado Silvio Costa (PSC-PE), quando este o cumprimentou pela indicação de Temer, louvou Dilma e terminou dando vivas ao PMDB e ao Brasil. Cunha acalmou outros peemedebistas que tentaram replicar dizendo que ele mesmo o faria. E respondeu ao orador dizendo que ele não tinha procuração para falar em nome de ninguém do PMDB.

Mas houve depois a conversa com Temer, da qual ainda nada sabe. Ela foi importante para definir as novas jogadas de Cunha, que não está sozinho. Dilma, é verdade, cometeu o erro de não comunicar previamente aos caciques do PMDB sua ousadia. Mas, independentemente disso, Cunha tem a seu lado uma penca de peemedebistas vestindo camisas de oposição. O que eles querem? Juram que não é cargos nem liberação de verbas orçamentárias? O que os atazana tanto?

Uma velha raposa da Câmara (onde a espécie está em extinção) arrisca um palpite: estão todos com dívidas de campanha e procurando algum socorro que o PT e o governo não lhes podem dar.

Fonte: Brasil 247

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