Política

MINISTÉRIO DA SAÚDE SUSPENDE PAGAMENTOS A EMPRESA INVESTIGADA NA LAVA JATO

O Ministério da Saúde informou que suspendeu nesta sexta-feira (10) os pagamentos à agência de publicidade Borghi/Lowe, contratada em processo de licitação em 2010. A empresa é investigada na Operação Lava Jato por suspeita de ter feito pagamento de propina ao ex-deputado André Vargas (sem partido-PR).

Capitaneado por Arthur Chioro, o Ministério informou, por meio de nota, que, além da suspensão imediata dos pagamentos à agência, não vai autorizar novas ordens de serviço para a empresa. Além disso, criará uma comissão de sindicância administrativa para avaliar a regularidade da execução do contrato com a empresa.

De acordo com o despacho do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato, a Borghi Lowe Propaganda e Marketing Ltda. contratou as empresas E-noise, Luis Portela, Conspiração, Sagaz e Zulu Filmes para serviços de publicidade para o Ministério da Saúde e os orientou a fazer pagamento de comissões de bônus de volume (BV) nas contas das empresas Limiar e LSI, controladas por André Vargas e seus irmãos.

Também na nota, o Ministério reforça que não firmou contrato com a empresa Labogen. Em 2013, ao tomar conhecimento do relatório da Polícia Federal sobre a Operação Lava Jato, o ministério imediatamente suspendeu o termo de compromisso selado com o Laboratório da Marinha, antes mesmo da assinatura de contrato ou de qualquer repasse de recursos públicos. Isso significa que a proposta envolvendo a Labogen sequer passou da fase do cumprimento dos requisitos para assinatura de contrato, diz.

De acordo com a PF, a Labogen firmou parceria com a pasta para fabricação no Brasil e o fornecimento ao Ministério da Saúde do medicamento citrato de sildenafila, que seria feito pela Labogen em associação com a empresa EMS S/A e o Laboratório Farmacêutico da Marinha (LFM).

A Labogen, segundo as investigações, pertence a Leonardo Meirelles, que a usava para “celebração de contratos de câmbio para importações fictícias, a fim de remeter fraudulentamente dinheiro ao exterior”, em parceria com o doleiro Alberto Youssef.

O Ministério da Saúde diz que as medidas em relação à Borghi/Lowe serão comunicadas à Controladoria-Geral da União e à Polícia Federal e que está à disposição da PF e demais órgãos de controle para quaisquer esclarecimentos sobre os processos da Labogen e da empresa de publicidade.

Fonte: Jornal GGN

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