ENVOLVIDA NA LAVA JATO, BENS DA SCHAHIN SOMEM
Justiça vê indícios de dilapidação do patrimônio pelos controladores da empresa, envolvida em denúncias de participação nos esquemas de corrupção na Petrobras investigadas na Operação Lava Jato; segundo a Folha, diretores teriam limpado a conta bancária da empresa e vendido imóveis da companhia assim que foi condenada a pagar dívida de R$ 87 milhões com o Banco IBM; empresa pediu recuperação judicial para negociar débitos globais de R$ 6,5 bilhões

Citada nas delações premiadas da Operação Lava Jato como uma das empresas que teria cometido irregularidades na Petrobras, a Schahin agora se vê envolvida em outro escândalo que pode colocar em risco o pedido de recuperação judicial da empresa, que deve R$ 6,5 bilhões a bancos e fornecedores. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Em um processo movido pelo Banco IBM, os controladores da Schahin são acusados de sumir com patrimônio da empresa justamente para não pagar uma dívida com a instituição, no valor de R$ 87 milhões.
Para cobrir o calote com o IBM, a Justiça pediu o bloqueio das contas bancárias,mas só encontrou R$ 22,5 mil. Depois, foi atrás dos veículos em nome das empresas do grupo e dos sócios. Encontrou 168, mas todos com restrições que impediam a transferência. Na terceira tentativa, foi atrás dos imóveis, dez propriedades em São Paulo que poderiam ser arrestadas. Mas a empresa vendeu esse patrimônio por R$ 58,6 milhões em janeiro, depois que a Justiça determinou a execução da dívida.
A pendência com o IBM pode comprometer a tentativa de recuperação judicial da Schahin, já que o sumiço do patrimônio revelaria a fala de boa vontade da empresa em pagar suas dívidas e entrar em acordo com os credores. O que se vê na verdade é um cenário de dilapidação de bens.
A Schahin entrou na mira do Ministério Público e está impedida pela estatal de participar de novas licitações. A Schahin alega no pedido de recuperação judicial que as finanças da companhia foram afetadas pela combinação de crise econômica, queda no preço do petróleo e pelo escândalo de corrupção na Petrobras.
Fonte: Brasil 247

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