MARTA COSPE NO PRATO EM QUE COMEU: O PT

Em entrevista à revista Veja, a senadora Marta Suplicy, que deve trocar o Partido dos Trabalhadores pelo PSB, bateu duro na legenda que a elegeu prefeita de São Paulo; Eu sou mais uma entre as pessoas que se decepcionaram com o PT e não enxergam a possibilidade de o partido retomar sua essência, afirmou; Questionada se ela não teria visto os sinais de avalanche de corrupção no partido, Marta disse que não, porque nunca teria participado de qualquer esquema; Como a maioria dos petistas não tinham também, disse; em 2016, ela pretende concorrer à prefeitura de São Paulo, contra Fernando Haddad
Em entrevista à revista Veja que vai às bancas neste sábado, a senadora Marta Suplicy disse que o PT traiu o Brasil e que o partido já não tem mais projetos para o País, justificando sua saída do partido que milita desde o início de 1980. Ela decidiu romper com a legenda após um mensalão e um petrolão, que descreveu como avalanche de corrupção.
Segundo a senadora, o partido se distanciou dos seus princípios éticos, das suas bases e de seus ideais, traindo dessa forma milhões de eleitores e simpatizantes. Marta já foi deputada, prefeita de São Paulo, ministra do Turismo, da Cultura e atualmente senadora - sempre pelo partido.
Embora tenha ressaltado o orgulho de ter ajudado a fundar o PT, a decepção com a partido e a falta de perspectivas melhores a fizeram abandonar a legenda. Eu sou mais uma entre as pessoas que se decepcionaram com o PT e não enxergam a possibilidade de o partido retomar sua essência, disse. Segundo ela, se o partido não recuperar seus princípios éticos, da fundação e voltar às suas bases, ele vai virar uma pequena agremiação. Mas, se você perguntar se o PT fará o for preciso para se salvar, a minha resposta é não, comentou.
Questionada se ela não viu os sinais de avalanche de corrupção no partido, Marta disse que não, porque nunca participou disso. Como a maioria dos petistas não tinham também, disse. A gota dágua para sua saída culminou com mais uma decepção após decisão do partido candidatar Fernando Haddad para a prefeitura de São Paulo sem nem ser cogitado seu nome. Depois disso, ocorreu o que chamou de avalanche de corrupção e a decisão de sair ficou fácil. Vi que o partido não tinha mais nada a ver comigo, disse.
Fonte: Brasil 247

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