Aliado de Eduardo Bolsonaro ameaça embaixador brasileiro com transferência para país africano
Declarações de Eduardo Bolsonaro e de seu aliado Paulo Figueiredo revelam planos de retaliação contra diplomatas brasileiros em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.

Foto: Eduardo Bolsonaro Crédito: Geraldo Magela/Agência Senado · Original e licença
O deputado Eduardo Bolsonaro tem sinalizado, de forma recorrente, a intenção de promover uma reestruturação radical no Ministério das Relações Exteriores caso seu irmão, Flávio Bolsonaro, vença as eleições presidenciais. O parlamentar já manifestou publicamente o desejo de realizar um "acerto de contas" com diplomatas que, segundo ele, teriam atuado contra a gestão de seu pai.
A retórica de perseguição ganhou um novo capítulo com o comentarista Paulo Figueiredo, aliado próximo de Eduardo. Em publicação na rede social X, Figueiredo ameaçou o atual embaixador do Brasil em Roma, Renato Mosca de Souza, sugerindo que ele seria enviado para Burkina Faso em um eventual governo bolsonarista. A ameaça seria uma represália pelo fato de o embaixador ter recebido em Roma figuras como o ministro Alexandre de Moraes, o ex-ministro Roberto Barroso e o humorista Fábio Porchat.
Ao comentar a possível transferência, Figueiredo utilizou tom irônico ao descrever o país africano, um dos menos desenvolvidos do mundo, como "pitoresco". As declarações reforçam o temor de setores da diplomacia sobre a possibilidade de perseguição política e ostracismo contra servidores de carreira que não se alinhem à ideologia do grupo político.
Fonte: Brasil 247

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