Política

“NÃO ESTOU VENDO FRENTE DE ESQUERDA NENHUMA NO RIO”

Prefeito Eduardo Paes (PMDB) minimiza o movimento liderado pelo ex-governador gaúcho Tarso Genro e outros petistas, como Lindbergh Farias e Alessandro Molon, com o intuito de romper a aliança com o PMDB nas eleições municipais do Rio em 2016; Sem querer parecer desrespeitoso, não estou vendo frente de esquerda nenhuma, disse a jornalistas; o peemedebista diz apenas ver Tarso e Lindbergh, juntos, reclamando de alguma coisa, mas não sei o que é; Paes pretende lançar seu secretário Pedro Paulo à prefeitura, plano que recebe o apoio de Lula, do presidente do PT no Rio, Washington Quaquá, e da maioria do partido; O nosso esforço, desde 2008, tem sido de unir as forças políticas do Rio em torno de um projeto de transformação da cidade e o PT é importante para isso, defendeu Paes

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), minimizou nesta terça-feira 26 o movimento articulado por petistas que vem sendo chamado de frente de esquerda e pretende romper a aliança com o PMDB para a disputa municipal em 2016. Não estou vendo frente de esquerda nenhuma no Rio, declarou a jornalistas.

Paes pretende lançar à Prefeitura, no ano que vem, seu secretário de Coordenação de Governo, Pedro Paulo, um plano que recebe o apoio da presidente Dilma Rousseff, do ex-presidente Lula e da maioria do partido, inclusive o presidente do diretório estadual, Washington Quaquá (leia mais).

Já os petistas querem lançar o deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ) e defendem o fim da aliança com o PMDB no Estado. Na última semana, o ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro organizou o ato político A saída é pela esquerda, junto com Molon e o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), para discutir a viabilidade da proposta.

Sem querer parecer desrespeitoso, não estou vendo frente de esquerda nenhuma. Estou vendo um governador que perdeu a reeleição no Rio Grande do Sul, que é uma figura que eu gosto, tenho muito respeito, que é o governador Tarso Genro, se aliando ao senador que perdeu a eleição para governador do Rio, que eu também gosto e respeito, que é o senador Lindbergh Farias, enfim, juntos, reclamando de alguma coisa, mas não sei o que é, disse Eduardo Paes.

De acordo com os petistas do Rio, o plano de Tarso é apoiado por cerca de apenas 20% do partido. Hoje o PT tem a vice-prefeitura, com Adilson Pires, que declara que a aliança entre as legendas está consolidada. Paes acrescentou que interessa a ele construir a maior aliança que puder para sua sucessão nas próximas eleições, mas que cabe aos petistas a pergunta se continuarão apoiando o PMDB.

O Rio sempre tem a lógica muito da divisão, do racha, da briga, do conflito, e o nosso esforço, desde 2008, tem sido de unir as forças políticas do Rio em torno de um projeto de transformação da cidade e o PT é importante para isso. O PT tem o governo federal, tem quadros no Rio de Janeiro e a gente quer que ele siga na aliança, comentou. Na eleição ao governo estadual, no ano passado, o PT rompeu a aliança com o PMDB para lançar Lindbergh contra Luiz Fernando Pezão (PMDB), que foi reeleito.

Fonte: Brasil 247

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