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R$ 77 BI: É FARRA FISCAL DO CONGRESSO


O estilo do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o ressentimento do senador Aécio Neves (PSDB-MG), criaram uma combinação explosiva para o País. Segundo levantamento publicado neste sábado, a irresponsabilidade fiscal do Congresso Nacional criou despesas adicionais de R$ 77 bilhões para o governo da presidente Dilma Rousseff, até o fim do seu mandato. É mais, por exemplo, do que o superávit primário (economia feita para pagar juros da dívida), hoje em R$ 66,3 bilhões.

O levantamento foi feito feito pelo jornal Estado de S. Paulo, que listou as três medidas de maior impacto fiscal. O aumento de até 70% dos servidores do Poder Judiciário, que custaria R$ 25,7 bilhões, é a mais grave. A isenção fiscal de PIS e Cofins para o setor de óleo diesel, vem em segundo lugar, com impacto de R$ 13,8 bilhões. Outro fator importante é o reajuste de pensões e aposentadorias pelo índice do salário mínimo, que custaria R$ 3,4 bilhões.

A pauta-bomba do Congresso tem sido uma estratégia de Cunha e seus aliados para constranger a presidente Dilma Rousseff, no momento em que o governo tenta aprovar o ajuste fiscal do ministro Joaquim Levy. Nesse processo, o PSDB tem sido um ator importante. Numa entrevista desta semana, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), num ato falhou, revelou que seu partido faz oposição ao Brasil. Em outra, disse que o aumento do Judiciário é impagável. No entanto, disse que a oposição votou de forma pedagógica, para mostrar que ali não tinha governo.

Quanto pior, melhor

Essa votação do aumento do Judiciário, absolutamente impagável, é a radiografia, é o retrato claro, do fim do governo, disse Aécio. O motivo, segundo ele, seria o fato de a base de sustentação do governo, com o apoio do PT, ter permitido que o projeto fosse aprovado por aclamação na Câmara, na Comissão de Justiça e depois por unanimidade no plenário do Senado. Não houve um líder do governo para ir lá pedir vista do processo, completou.

O governo, que tem essa responsabilidade, sabe como votou? Votou a favor, continuou o parlamentar. A oposição votou até de forma pedagógica para mostrar que ali não existia governo, certa de que a presidente ia vetar, e tem que ser vetado mesmo, justificou o senador. Em seguida, ele foi questionado sobre os votos do PSDB. Nós quisemos mostrar o seguinte: não existe governo. Não existia ninguém do Palácio do Planalto negociando aquela matéria, reforçou.

Nos próximos dias, a presidente Dilma deve vetar as medidas aprovadas pelo Congresso, mas os vetos poderão ser derrubados, ou não, pela aliança de ocasião formada por Cunha e Aécio.

Fonte: 247

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