Política · Economia

Alckmin deve tirar 44 mil famílias do Renda Cidadã

Governo de São Paulo vai reduzir em 19% os repasses ao programa. Dilma, por sua vez, manteve o investimento no Bolsa-Família

Este ano, o Governo de São Paulo vai cortar 19% da verba destinada ao ‘Renda Cidadã’, programa de transferência de renda de Geraldo Alckmin, em comparação com o que foi investido em 2015. Com a redução do orçamento, o número de famílias atendidas deve passar de 222 mil para 178 mil.

Criado em 2001, o programa paga bolsas de R$ 80 a famílias paulistas com renda mensal per capita de até meio salário mínimo. Uma das contrapartidas, é que os filhos estejam com a vacinação em dia e matriculados no ensino fundamental. O mesmo mecanismo do Bolsa Família.

A decisão contrasta com a postura do governo Dilma Rousseff, que foi pressionado para reduzir os recursos do Bolsa Família para este ano. Para cumprir a meta de superávit de 0,7% do PIB (R$ 34,4 bilhões), o relator do Orçamento no Congresso, deputado Ricardo Barros (PP-PR), propôs um corte de R$ 10 bilhões no programa – uma redução de 35%. O governo não recuou e os valores do Bolsa-Família foram mantidos.

“A presidenta Dilma, com apoio de nossa bancada, desde o início definiu que não aceitaríamos qualquer diminuição em programas sociais. Nem um centavo a menos. Se nós acatássemos o corte no Bolsa-Família proposto pelo relator, 8 milhões de pessoas voltariam ao estado de extrema pobreza no Brasil”, disse o líder do governo na Comissão Mista do Orçamento (CMO), deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

Fonte: Agência PT

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