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PROMOTOR QUE DENUNCIOU LULA FOI SÓCIO DE FILHO DE BICHEIRO CRIMINOSO EM SP

José Carlos Blat foi investigado por supostos favorecimentos, e Cássio Conserino está condenado por dano moral contra preso que acabou absolvido

ZERO HORA

Os dois principais denunciantes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acumulam alguns episódios polêmicos na biografia. É o caso do promotor José Carlos Blat. Em 1998 ele foi um dos criadores do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), unidade de elite do Ministério Público de São Paulo. Trabalhou no famoso caso da Favela Naval, onde um policial foi flagrado torturando e matando suspeitos.

Blat dedicou a maior parte do tempo a investigar contrabando e jogatina ilegal. Foi por essas duas atividades que acabou alvo de inquéritos da Corregedoria do MP.

Em 2002 Blat foi investigado por suspeita de proteger o contrabandista chinês Law Kin Chong, um dos mais notórios do país. O promotor teria, supostamente, direcionado sua atuação contra contrabandistas de menor expressão para proteger Law. Corregedores apontaram que uma advogada que trabalhava para o criminoso chinês visitava Blat periodicamente no Gaeco.

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Ele também foi investigado por supostas ligações com bicheiros. O promotor admitiu ter sido sócio, numa loja de conveniências, do filho de Ivo Noal, o maior banqueiro do jogo do bicho em SP. As investigações sobre Blat, conduzidas pelo procurador de Justiça Antônio Ferreira Pinto, acabaram arquivadas pelo Judiciário.

A polêmica mais recente de Blat é a investigação sobre a Bancoop, cooperativa falida que teria desviado recursos para empresas ligadas a alguns dirigentes do PT, entre eles, João Vaccari Neto, agora preso pela Operação Lava-Jato. O promotor é acusado por dirigentes petistas de perseguir o partido.

A mesma acusação é feita a outro promotor que acaba de denunciar Lula, Cássio Conserino. Ele ficou conhecido por diversas denúncias contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), maior facção do crime organizado paulista. Mas também por um episódio controverso: em 2012 prendeu temporariamente 13 policiais civis e um advogado em Santos por suspeita de extorsão e envolvimento com jogatina clandestina.

Acontece que todos foram liberados horas depois, porque a Justiça considerou que não foram encontradas provas contra eles. O jogo virou contra o promotor, que acabou condenado em processo por dano moral movido pelo advogado que fora preso.

Conserino e outro promotor foram sentenciados em 2014 a pagar R$ 20 mil de indenização ao advogado. Caber recurso à sentença. Em 2009 Conserino denunciou o ex-ministro Antonio Palocci por receber propina de uma empresa de coleta de lixo, quando era prefeito de Ribeirão Preto (SP). O promotor foi acusado na época de perseguir o PT. Em 2010 a Justiça rejeitou a denúncia feita por ele sobre o caso.

Zero Hora tentou ouvir os dois promotores que denunciaram Lula, mas não obteve retorno ao pedido de entrevista.

Fonte: ZERO HORA

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