Lava Jato: mesmo preso, Marcelo pagou propinas

As investigações da operação Lava Jato identificaram pagamento de propina por parte da Odebrecht além do esquema de corrupção na Petrobras, com irregularidades identificadas na áreas de óleo e gás, ambiental, infraestrutura, e estádios de futebol, entre outras, disse nesta terça-feira o procurador federal Carlos Fernando dos Santos Lima.
Segundo a força-tarefa da Lava Jato, um esquema de contabilidade paralela da empreiteira também realizou pagamentos na Argentina e em Angola. Investigadores da força-tarefa falaram em uma estrutura profissional de pagamento de propinas dentro da Odebrecht durante coletiva de imprensa nesta manhã.
Segundo a procuradora Laura Tessler, havia um pagamento sistemático de propina na empreiteira, mesmo depois de iniciada a investigação contra a empresa e da prisão do executivo Marcelo Odebrecht. Havia relação do Marcelo Odebrecht diretamente no pagamento de propina, disse a procuradora, citando referências às iniciais MBO (Marcelo Bahia Odebecht) ou diretor-presidente em e-mails emitidos até recente data, novembro de 2015, o que para ela chega a ser de certa forma assustador e uma ousadia.
A Polícia Federal lançou a 26ª fase da operação Lava Jato para cumprir 15 mandados de prisão tendo como alvo principal a Odebrecht, suspeita de realizar pagamento sistemático de propinas a pessoas ligadas ao poder público em todas as esferas devido a contratos firmados pela empresa em diferentes áreas de atuação.
(Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)
Fonte: Brasil247

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