Política · Justiça

Mapa da Democracia pressiona deputados indecisos sobre impeachment

Ativistas defensores da democracia e contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff criaram um site para acompanhar quais deputados apoiam a democracia, os que são golpistas e aqueles que ainda estão indecisos. Impeachment só pode ser aplicado em caso de comprovação de crime de responsabilidade e Dilma não é sequer acusada de um. A Câmara, presidida pelo réu Eduardo Cunha, conduz um processo de impeachment ilegal. É Golpe!, publica o site.

O objetivo é, além de o internauta poder acompanhar quais parlamentares são contra e quais são a favor do impeachment, pressionar os deputados que não deram sua palavra final, impedindo o processo de queda da presidente. Precisamos de 172 votos para barrar este golpe! 123 deputados já se manifestaram contra o impeachment. Agora precisamos convencer os 134 que estão indecisos, afirma.

Chamado Mapa da Democracia, a ferramenta possibilita que os internautas enviem mensagens aos deputados, seja de apoio, seja para convencê-los a votar contra o processo da presidente no Congresso.

A ideia é dar total apoio para quem defende a democracia e disputar os deputados indecisos. Solte o verbo no e-mail, twitter e Facebook no sentido de mostrar porque você acha que ele tem que votar contra o impeachment, explica. Quando o internauta clica no nome do deputado, ele é direcionado para uma página com os contatos do parlamentar, incluindo e-mail, twitter e facebook.

O lançamento do site ocorre em conjunto com a do Comitê Pró-Democracia no Congresso Nacional, uma iniciativa dos partidos PSOL, PT, PCdoB e PCO contra o processo em curso, e que conta com o apoio de entidades e coletivos, como a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Comissão de Justiça e Paz (DF), União Nacional dos Estudantes (UNE), Barão de Itararé (DF), Intervozes, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Fora do Eixo, Articulação Justiça e Direitos Humanos (JusDH), Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), União da Juventude Socialista (UJS), Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) e Mídia Ninja.

Uma das apoiadoras do Comitê e principais forças de apoio do Congresso à presidente Dilma Rousseff, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), enviou uma mensagem em sua página pessoal do Facebook, mobilizando para a semana que, segundo ela, será de luta vitoriosa.

Nessa semana a luta vai ser grande, vai ser ampla, vai ser bonita e vai ser vitoriosa. Nós precisamos, mais do que nunca, cerrar fileiras. Enquanto o outro lado destila ódio, preconceito, agressão, constrangimentos, nós construímos solidariedade, integração, afeto, mensagens de democracia e denúncias de ilegalidades, disse.

CORRIDA CONTRA O GOLPEAcesse!http://mapadademocracia.org.br#CorridaContraGolpe#VemPraDemocracia #31VaiSerMaior

Publicado por Jandira Feghali em Domingo, 27 de março de 2016


A proposta do Comitê, que está aberto à adesão de todas as organizações que queiram se somar a essa luta, é reforçar as mobilizações que estão acontecendo nas ruas, nos mais diferentes espaços e regiões do país em defesa da democracia, diz o site. Entre as atividades, estão previstas vigílias, atos e também blitz nos gabinetes dos deputados que integram a Comissão Especial do Impeachment.

Ao Comitê preocupa garantir a participação da sociedade nas atividades realizadas dentro do parlamento, considerando que este, assim como as ruas, é um espaço legítimo para que a população exerça pressão sobre os parlamentares, completa.

O foco é a Câmara dos deputados, é falar com os deputados, particularmente aqueles que ainda não se decidiram, os que podem mudar o voto a nosso favor. O Mapa da Democracia é fundamental de ser usado agora para a gente falar com os deputados que votarão a autorização, ou não, do processo de impeachment, disse Jandira em seu vídeo.

Ainda nesta quarta-feira (30), está previsto o lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Democracia, uma iniciativa da deputada Luciana Santos (PCdoB/PE), que está recolhendo as assinaturas de deputados e senadores no Congresso.

Fonte: GGN

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