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Substituto de Jucá é investigado pela Polícia Federal e ganha foro privilegiado

Rei morto, rei posto. Ao anunciar na tarde desta segunda-feira que estava saindo de licença do Ministério do Planejamento, o senador Romero Jucá, investigado pela Operação Zelotes, anunciou seu substituto: Dyogo Oliveira, que aliás era secretário executivo do ministro anterior, Nelson Barbosa. Quando houve a troca - Barbosa foi para a Fazenda - Dyogo foi junto, na mesma função, e voltou à secretaria-executiva com a chegada de Jucá no governo do presidente em exercício Michel Temer.

Só que para fins de operação da PF, nada muda: Dyogo também está implicado, na Operação Zelotes, que investiga a compra e venda de medidas provisórias durante os governos de Lula e Dilma Rousseff. O processo corre no Supremo Tribunal Federal sob sigilo. O Ministério Público pediu quebra de sigilo bancário de Dyogo de 2010 a 2015.

Segundo as investigações da Procuradoria Geral da República, o executivo é mencionado em anotações de um lobista. Estas anotações fazem parte da investigação da Procuradoria. Dyogo é, portanto, alvo da investigação, ainda não denunciado.

Como ele não é parlamentar ou ministro e não tinha foro privilegiado, a investigação corre normalmente pela Polícia Federal e pela Procuradoria - sem necessidade de supervisão do Supremo Tribunal Federal. No caso de Romero Jucá, o STF autoriza todos os pedidos da Procuradoria Geral da República por ele ter o foro de senador. Mas ele, segundo informou nesta segunda-feira o STF, ainda não foi denunciado.

Fonte: Extra Globo

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