Surpreendente, até a Veja admite que é golpe!

Por que Dilma Rousseff foi afastada da presidência da República? Oficialmente, porque teria cometido o crime das pedaladas fiscais.
Embora poucos levassem a sério essa acusação, a sociedade brasileira foi manipulada durante meses para ser convencida de que a edição de alguns decretos de crédito seriam motivo suficiente para cassar 54 milhões de votos.
Vez por outra, alguém dizia a verdade. Há interesses de oportunistas que imaginam que derrubar a presidente seja caminho para parar a Lava Jato. Visam se proteger exatamente atacando a presidente, sobre a qual não pesa qualquer acusação, disse o governador Maranhão, Flávio Dino, numa entrevista de 6 de abril (leia aqui). Em março, o jornalista Ricardo Noblat também havia cobrado, num ataque de sincericídio, que políticos corruptos afastassem rapidamente Dilma para, assim, se salvarem.
Ainda não havia, no entanto, a prova material de que tudo não passava de uma conspiração para trocar o governo e, assim, tentar conter os estragos da Lava Jato sobre a classe política. Ela surgiu quando o senador Romero Jucá (PMDB-RR), gravado por Nelson Machado, ex-presidente da Transpetro, falou da necessidade de parar essa porra e estancar essa sangria, numa clara referência à Lava Jato.
Foi tudo tão claro, tão cristalino, que nem Veja conseguiu esconder essa realidade. Em sua edição deste fim de semana, a revista dedica sua capa ao complô para conter a Lava Jato e aponta que Dilma foi vítima de uma conspiração. As gravações de Romero Jucá – e de Renan Calheiros e José Sarney – não são má notícia para Temer apenas porque perdeu um ministro importante. São má notícia porque sugerem que sua ascensão ao Palácio do Planalto decorreu de uma conspiração para parar a Lava-Jato. Jucá falou disso com clareza, diz reportagem da edição deste fim de semana da revista.
Para a publicação, Dilma tentou, mas não conseguiu conter a operação – o que sugere que Temer talvez tivesse força para fazê-lo. O presidente interino foi também cobrado a demitir Henrique Eduardo Alves, ministro do Turismo citado nas investigações, e a se afastar de Eduardo Cunha, como se isso fosse possível.
Fonte: Brasil247

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