Política · Segurança

Sem provas, Lava Jato prende arbitrariamente ex-ministro Guido Mântega

Agora a Globo já tem mais pretextos para atacar Lula sem provas

O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi preso na manhã desta quinta-feira (22), em São Paulo, durante a 34ª fase da Operação Lava Jato.

O mandado é de prisão temporária. Mantega, que foi ministro dos ex-presidentes Lula e de Dilma Rousseff, estava acompanhando a mulher, que passou por cirurgia no hospital Albert Einstein, no Morumbi, zona sul, segundo o site G1.

A equipe da PF pretendia prender o economista em sua residência, no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, de acordo com a Folha de S. Paulo. Porém, na casa só estava seu filho.

O advogado de Mantega, José Roberto Batochio, disse que policiais foram à casa do ex-ministro para cumprir mandados de busca e apreensão. Ele não soube dizer quais objetos foram apreendidos.

A nova fase da operação Lava Jato, batizada de Operação Arquivo X, investiga crimes de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo obras da Petrobras para exploração de petróleo no pré-sal. Segundo reportagem do Estado de S. Paulo, a PF afirma que Mantega teria atuado diretamente em 2012 para negociar o pagamento de dívidas de campanha do PT.

O Ministério Público Federal disse em um comunicado, sem citar Mantega nominalmente, que um ex-ministro de Estado é alvo da 34ª fase da Lava Jato, assim como executivos das empresas Mendes Júnior e OSX Construção Naval e representantes de empresas por elas utilizadas para repasse de vantagens indevidas.

Policiais federais estão nas ruas desde a madrugada desta quinta para cumprir mandados. As ordens judiciais estão sendo cumpridas em cinco estados e no Distrito Federal: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia.

Foram expedidos 33 mandados de busca e apreensão, oito de prisão temporária e oito de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento.

São apuradas as práticas, dentre outros crimes, de corrupção, fraude em licitações, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

O nome “Arquivo X dado à investigação policial é uma referência a um dos grupos empresarias investigados - no caso, do empresário Eike Batista - e que tem como marca a colocação e repetição do “X” nos nomes das pessoas jurídicas integrantes do seu conglomerado empresarial.

Fonte: Huffington Post

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